Hoje foi meu último dia 100% de férias, com direito a ficar em casa o dia todo. Tinha diversas tarefas programadas, mas acabei diante do computador, envolvida com meu livro. Ajustei mais alguns detalhes de revisão, decidi como vai ser a capa e - a parte mais complicada - recebi indicação de três editoras que trabalham com fantasia. Vamos ver se essas ao menos respondem emails que os infelizes autores inéditos mandam. Já fui ignorada por diversas, que nem mesmo se dignam a responder quando a gente pergunta sobre envio de originais. Mas, bem, vamos ver se dou mais sorte com essas. Escrevendo assim, parece pouco... mas me ocupou o dia todo.
Viagem a Portugal, cidade de Sintra.
As fotos que já postei mostram o Castelo dos Mouros, nossa primeira parada em Sintra. O castelo fica bastante alto em um dos muitos morros que circundam a cidade, e chega-se lá de ônibus. Essa mesma linha de ônibus pega os turistas no Castelo dos Mouros e leva ainda mais para cima, para o Palácio da Pena. Foi nossa segunda visita do dia e, gente, não tem como visitar muito mais num dia só. O Castelo dos Mouros é enorme, e se caminha um montão. O Palácio da Pena também é muito grande, e se caminha outro montão - e nós nem visitamos os jardins, só passamos por eles rumo ao palácio. O texto abaixo foi transcrito a partir da página da Câmara Municipal de Sintra:
"O Palácio da Pena constitui o mais completo e notável exemplar de arquitetura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude (pode crer: parece MUITO mais!!), remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerônimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou sua adaptação a palacete. Para dirigir as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este notável edifício (nos palácios da Baviera e em todos os outros que viu na vida, eu acho! Nunca tinha imaginado tanta mistura de estilos!). Extremamente fantasiosa (pra dizer pouco), a arquitetura da Pena utiliza os "motivos" mouriscos, góticos e manuelinos (e mais uma penca de outros!), assim como o espírito Wagneriano dos castelos do centro da Europa."
Existem outras fotos mais, digamos, típicas desse Palácio, mas essa é a que, na minha opinião, melhor ilustra o que a gente encontra lá: dá a impressão que pegaram pedaços de diversos palácios diferentes, de diversos estilos diferentes, e juntaram tudo numa coisa só! É uma mistura incrível - e muito bonita!
Outra vista da colagem de estilos. Fantástico, não é?
Toda essa parte amarela eram os aposentos da rainha. À direita, na foto, onde tem aqueles diversos arcos brancos - ali passava a ronda dos guardas. Mal passam duas pessoas por vez no corredor externo. À esquerda da parte redonda fica o pátio da rainha. Os postes brancos que parecem armação para toldos são de ferro e são MESMO armação para o toldo da rainha! Sem o toldo, eles não conseguiam usar o sacadão por causa do calor. Esquisito pensar nisso no século XIX, mas, pelo jeito, D. Fernando era um visionário. Pode ter sido, sei lá, o primeiro toldo de Portugal!
Abaixo, o pórtico de ligação entre dois pátios grandes que ficam no mesmo nível. O nível de acabamento e detalhes é incrível. A parte crespa, mais perto do pórtico, são representações de corais muito realistas. A estátua acima é um homem com pés de nadadeira, como um peixe, e está sobre uma concha estilizada. Se bem me lembro, tem alguma coisa a ver com o surgimento do Homem - é tanta coisa e tanta informação que não consigo lembrar de tudo. Pelo jeito, vou ter que pesquisar pra me lembrar do que vi no meu próprio passeio...
Amanhã, mais fotos! Tem coisas lindas nesse palácio!
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