domingo, 31 de agosto de 2014

31.08.2014

Domingo, D 66

Dia sem brigas e sem diálogos, também. Estou ficando boa nessa coisa de fazer de conta que estou sozinha em casa.

E uma organização a relatar: faxinei o aquário, que estava virado num caos de algas de novo. Instalei o aquecedor com termostato, limpei tudo, etc, etc. Um dos objetivos de férias cumprido.

Beleza de céu.
Fui eu que tirei a foto!

sábado, 30 de agosto de 2014

30.08.2014

Sábado, D 65

Passei o dia todo no hospital, com a minha mãe. Terminei um bordado e um livro no iPad. Briguei com o mala do marido. Tomei três latões de cerveja e combinei estar no Rio de Janeiro no final de semana que vem, com minha amiga Martha.

Bastante coisas, pra um relato tão curto...
Culpa das cervejas!
Polar, a ceva dos gaúchos!
Sim, estou meio tocada hoje.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

29.08.2014

Sexta-feira, D 64

Manhã: hospital, com a mãe e a irmã, que aproveitou minha presença para arejar as ideias e ir até o supermercado. Amanhã, o dia todo é meu.

Tarde: tomando conta do neto, que está cada vez mais lindo.

Noite: comendo tanta pizza de champignon que acho que vou passar mal esta noite... Mas valeu a pena. Estava uma delícia!

Durante as horas de hospital, bordado andando, porque é difícil ler lá. Nos horários de lotação de lá pra cá, leitura. Acabei um livro hoje: Dragões de Titânia - A Dama da Montanha. Adorei! E adorei ainda mais encontrar referências a Asterix e Star Trek no livro, rsrsrs!

É, já estou conseguindo rir de novo... Só não estou conseguindo escrever!

Aqui, os três Dragões de Titânia. 
É uma leitura que vale muito a pena!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

28.08.2014

Quinta-feira, D 63

Consultório de manhã, e espremi tempo para a manicure antes de começar a trabalhar. Acho que é a primeira vez que arrumo as unhas em mais de dois meses. No consultório, de seis pacientes marcados, vieram três. Desaforo. Saí correndo do consultório, comprei almoço para mim e para minha irmã, fui até o hospital para estar lá na hora dos curativos, os curativos foram em outra hora. Depois fui ao médico e voltei para casa. Pela primeira vez na semana, vi minha casa à luz da tarde.

E até consegui escrever um pouquinho. Bem pouquinho.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

27.08.2014

Quarta-feira, D 62

Passado inteirinho no hospital, sem novidades...

Comecei mais uma toalha de banho para bebês, esta para uma amiga da irmã.

E fim de dia.

Água na boca só de ver...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

26.08.2014

Terça-feira, D 61

Passado todinho no hospital, fazendo companhia à minha irmã, que é a acompanhante da mãe. Não falo em companhia para a mãe porque ela parece entender cada vez menos o que acontece e onde ela está. Amanhã, o programa é o mesmo. Aproveitei o tempo para bordar e terminei uma toalha de banho para o neto.

O cansaço está enorme, vou é dormir cedo hoje, sem nem tentar escrever.




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

25.08.2014

Segunda-feira, D 60

Manhã no hospital, com minha irmã que está acompanhando minha mãe. Não vou fazer comentários sobre mãe ou hospital. É mesmo uma glória descobrir na segunda-feira que a desmiolada da filha, que é bióloga, levou no sábado o neto com nove meses pra dentro do hospital, andar de internação adulta, com quatro germes multirresistentes nos quartos ao lado! Parece que nunca na vida ouviu falar de risco biológico. Tudo porque ele (nove meses - vai mesmo lembrar tudo, né?) precisava ver a bisavó (que não lembra de nada que aconteceu no sábado e não reconheceu o neto). Sou eu que sou doida, ou é esse povo que não raciocina?!

Tarde em casa, com algumas frases do livro sendo extorquidas de dentro de mim quase que a alicate.


domingo, 24 de agosto de 2014

24.08.2014

Domingo, D 59

Arrumei plantas de vaso e orquídeas pela manhã, o que me ocupou bastante. Não consigo escrever, meus textos estão empacados. Mas, já que estou de férias, resolvi movimentar ao menos o blog, que andava bem abandonado. Como todo mundo só pensa e fala em Bienal, optei por posts diários relacionando todos os eventos/lançamentos/sessões de autógrafos de amigos e conhecidos. Pelo menos fica simpático.

Amanhã, vou ao hospital. Minha irmã se propôs a ficar amanhã ainda, eu vou passar o dia na terça. Hoje não fui visitar, mas, de acordo com a irmã, agora ela precisa de oxigênio contínuo. Pretendo falar muito direito com o médico amanhã.


sábado, 23 de agosto de 2014

23.08.2014

Sábado, D 58

Simplesmente fiquei em casa. Arrumei algumas plantas e bagunças, limpei estrepolias da geladeira, ou seja, fiz serviços invisíveis. Não consegui escrever uma linha. Então, li. O escolhido foi Garota Tempestade. Já terminei e gostei bastante.
A família em peso foi visitar minha mãe no hospital. Preferi ficar em casa. De momento, acredito que sou considerado o ogre insensível da família. Acontece que preciso de um tempo. Sei lá pra que, mas preciso.


20, 21 e 22.08.2014

Dia 20, quarta-feira, D 55; dia 21, quinta-feira, D 56 - foram dias de trabalho, visitas de várias horas ao hospital e espírito muito pesado. Na quarta, não liguei o computador, nem mesmo vi os e-mails. Na quinta, respondi apenas aos e-mails mais emergenciais. O psíquico da minha mãe só piora. É difícil de acompanhar. 
Observação: entrei em férias no posto de saúde, na quinta. Não vou à Bienal, não vou à Alemanha visitar o filho, vou passar as férias todas metida num hospital. Viva viva.

Dia 22, sexta-feira, D 57 - pela manhã, fui até o aeroporto transferir a passagem de volta do filho. Quando compramos, em janeiro, a data máxima para marcar a volta era setembro. Agora a data de retorno do viajante já está definida: dia 25 de fevereiro, ele chega aqui em Porto Alegre. Está longe, mas é uma data.
De tarde, hora de cuidar do neto, que está começando a brincar de verdade. Já entende as regras mais simples tipo eu atiro a colher e ela faz barulho, ele atira de volta e ela faz barulho também. Claro que a colher nem sempre vem na minha direção, mas ele entendeu o espírito da coisa! Nos divertimos muito com tampas, tampinhas, tamponas e colheres. Foi uma tarde para aliviar o espírito.

Combinei com minhas irmãs que não vou ao hospital no sábado e no domingo. Segunda, o dia é meu. Vinte e quatro horas.

Iceberg verde com jeito de cristal.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

19.08.2014

Terça-feira, D 54

Posto de saúde de manhã e de tarde, para compensar a quinta de tarde, quando não fui. No final do dia, estava que não podia ver mais criança pela frente... Almocei lá mesmo, com o pessoal. E, nos intervalos de almoço e final de dia, ainda deu tempo de bordar um pouco e de ler no iPad. 

Quanto ao meu livro, o cérebro continua solidamente emperrado.

Iceberg verde com cara de sorvete.
E com dois chifres.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

18.08.2014

Segunda-feira, D 53

De manhã, posto de saúde e bordado, nos escassos intervalos. De tarde, consultório. E depois várias horas no hospital, fazendo companhia à minha irmã, que está lá acompanhando a mãe. O marido foi levar um almoço para minha irmã, conseguiu se liberar dos seus compromissos e ficou lá a tarde toda. Voltamos para casa exaustos. Há coisas que exaurem, mesmo sem que se mova um músculo...

Livro? Nem pensar. As palavras estão todas travadas.

Mais algumas rosas,
que também não são minhas. 
Adoraria se fossem...


domingo, 17 de agosto de 2014

17.08.2014

Domingo, D 52

Um tranquilo domingo gripado em casa. Até arrumamos (o marido e eu) algumas coisas no jardim. Nisto se incluiu a poda de algumas roseiras. Tentamos fazer mudas com os galhos; vamos ver se pegam.

A foto não é das minhas rosas,
mas tenho uma bem parecida.

16.08.2014

Sábado, D 51

Seguem os dias meio imprecisos e, pra colaborar, a gripe voltou. De positivo, o maridão trocou dois interruptores de luz totalmente irritantes, do tipo que só acende a luz quando quer. Agora eles acendem quando mandamos. Isso é bom.

Fraldinhas de limpar o rosto.
Fiz para o neto, nos intervalos do serviço.




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

14 e 15.08.2014

Dia 14, quinta-feira, D 49 - sei lá. O dia sumiu, as coisas feitas esfumaçaram. 

Dia 15, sexta-feira, D 50 - livros no Correio pela manhã, tomando conta do neto e da filha que estava indisposta à tarde. Foi um dia bom. Mas também meio esfumaçado.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

13.08.2014

Quarta-feira, D 48

Em casa, pela manhã, consegui escrever um pouco. Com tudo isso, o livro novo ficou abandonado. De tarde, no posto, os pacientes pareciam estar caprichando para acabar com a paciência de todas as meninas da recepção e, comigo, cada um precisava de todo o tipo de papel, laudo e receita. A tarde não terminava nunca!

Sobre a mãe, sem novidades. Tudo igual, sem melhoras ou pioras. Nada animador.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

12.08.2014

Terça-feira, D 47

Entre trabalho e tentativas de escrever, fui visitar minha mãe no hospital. Está em uma sala de medicações bastante restrita, aguardando leito desde sábado (apesar de ter um excelente convênio). O horário de visitas é igualmente restrito; nestas horas, ser médica permite exceções. Mas não fiquei muito tempo. Ela estava dormindo e, de acordo com o sobrinho, ao acordar não reconhece ninguém. Falei com o neurologista encarregado, que não se atreve a fornecer prognósticos nem mesmo a médio prazo. É um dia depois do outro, para ver como ela reage.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

9 a 11.08.2014

Dia 9, sábado, D 44

Dia infernal dentro de hospitais. Mãe internada, sem falar coisa com coisa. Nem mesmo fala mais em português. Agora é em alemão. E não reconhece ninguém.

Dia 10, domingo, D 45 - Dia dos Pais

Churrasco pelo Dia dos Pais e aniversário do filho, que foi durante a semana que passou. Deu pra esquecer um pouco os problemas de ontem. A mãe está em um local onde não são permitidos acompanhantes. Aguarda leito.

Dia 11, segunda-feira, D 46

Posto e consultório, com ligações periódicas ao sobrinho que está conversando com os médicos e acompanhando a vó. Não vou entrar em novidades hospitalares. Irmã de Soledade indignada porque estão alimentando a mãe por sonda. E fazer o que, se ela não quer comer? Deixar morrer de fome? Não sei se não tenho coração, ou se tenho espírito prático.



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

08.08.2014

Sexta-feira, D 43

O pé está bem melhor, nem está doendo tanto, embora eu ainda manque bastante. Estava até feliz com meu dia, prevendo um monte de tempo para escrever e, quem sabe, até deixar o livro quase pronto entre hoje e amanhã.

Pela manhã, tudo bem! Escrevi e arrumei os livros que precisam ir para a Bienal de São Paulo. Fiz contato com a transportadora e pedi para virem buscar esta tarde, aproveitando que eu mesma estava em casa. Aí peguei o bloco de notas fiscais para fazer a nota, que precisa para transportar. E olhe a surpresa: talão de notas fiscais de serviço! Ou seja, não servem. Contato com a contadora: precisa ser a nota fiscal eletrônica. A TARDE TODA foi em volta dessa maldita nota, que acabou não saindo! Duas horas no telefone com o pessoal da contadora, eles dando as instruções de baixar isso, aquilo e mais aquele outro no computador para fazer a nota, e o computador pirando, é claro. Depois o stress de achar aonde estava metido o maldito cartão com chip da validação eletrônica, que eu jurava que não estava comigo. Briguei com o marido porque ele é que tinha guardado e, no fim, estava metido num dos meus cantos. E, no final, a maldita nota não concordou em ser "assinada". O programa simplesmente fechava.

Certo, enrosco da tarde "resolvido": livros não foram, preciso ir com o note na contadora pra eles instalarem os mil programas e me ensinarem os mil códigos. Aproveitei e peguei com as amigas uns códigos interessantes. E o marido com aquela cara de injustiçado plus.

Tentei voltar para a escrita. E eis uma mensagem no Face, das irmãs de Soledade que cuidam da minha mãe: estamos indo almoçar aí amanhã. Como assim, cara pálida?! Que é que está acontecendo?! Problema de lá: não dá mais para ficar com a minha mãe em casa. Ela precisa ir para uma clínica, porque é dependente total e não dorme, agita a noite toda. Agita barulhentamente, aliás. Os remédios não funcionam e ela não diz mais coisa com coisa. Está, inclusive, falando em alemão agora. Solução delas: uma clínica aqui em Porto Alegre, que todo mundo vai ter que "dar um jeito" de pagar. Beleza. Mais contas, mais confusão. Ideia delas: trazer minha mãe, que não caminha nem raciocina, pra almoçar aqui em casa e depois levar pra clínica. Eu tenho só oito cachorros no pátio, imagina que lindo se um só deles pula na vó, uma velha conhecida! Desmonta ela toda.

Resumo da ópera: manhã, ok. Tarde, ratifiquei minha certeza que o computador me odeia. Noite: tristeza pelo estado da minha mãe e vontade de esgoelar minhas irmãs, que resolvem tudo pela cabeça delas e o mundo que arrede do caminho.

Amanhã de manhã: ver uma casa para idosos de uma conhecida do marido que sai mais em conta; voltar pra casa e esperar irmãs e mãe; voltar para a clínica; sei lá aonde esse povo vai almoçar; saindo essa leva, chega a filha, genro e neto; amanhã, churrasco de aniversário do filho do meio e do Dia dos Pais.

Adeus, final de semana!

Vou abraçar uma dúzia.








quinta-feira, 7 de agosto de 2014

07.08.2014

Quinta-feira, D 42

De manhã, consultório, com gripe e tudo. Aproveitei e torci o pé na buracama das ruas do centro, e agora meu tornozelo está gordinho como um pão bem crescido. De tarde, capengando e tudo, fui ao posto.

E, de noite, não consegui escrever. Estava aborrecida por causa do pé, e por causa da briga mensal pelo pagamento dos cartões de crédito... Afe!!!! Amanhã fico em casa, de pé pra cima.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

06.08.2014

Quarta-feira, D 41

Sigo curtindo a gripe, não fui trabalhar de novo, mas estou um pouco melhor. Até consegui escrever alguma coisa, e empacotei quatro livros que vão para o correio amanhã. Aliás, amanhã eu me arrasto pra fora de casa de qualquer jeito.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

04.08.2014

Segunda-feira, D 39

Dia de chuva, de posto de saúde, de catar lagartas comedoras de orquídeas. São umas pestes! Entram dentro dos bulbos e rizomas e comem a planta por dentro! Hoje liquidei duas, e das bem grandes. Essas pragas estão proliferando!

E consegui escrever também. Há mais seis páginas prontinhas. Preciso terminar logo esse livro, antes que ele se torne parte de uma série interminável!

Tira de Moebius. Já ouviu falar?


domingo, 3 de agosto de 2014

03.08.2014

Domingo, D 38

Bom, ao menos troquei uma samambaia de vaso e coloquei ao lado da porta da frente... Melhor do que dizer que só tentei escrever!

Estou escrevendo, mas, ao mesmo tempo, estou tentando não me preocupar tanto com isso. O texto até que está fluindo bem. Foram umas dez páginas, hoje, e nada do livro acabar. Daqui a pouco, esse coiso vai me dar nos nervos.

Em termos organizacionais, fiz contato com o pessoal do estande em que vou ficar, na Bienal de São Paulo. Agora estou decidindo quantos livros remeter. Nem tantos, nem tão poucos... Mas, na prática, quantos livros dá isso?


02.08.2014

D 37, sábado

Que foi passado todinho na casa da filha, tomando conta do neto para ela conseguir trabalhar nos cupcakes (sim, agora ela faz cupcakes também!). De manhã, o mocinho estava virado em choro, cansaço e ranço. Dormiu só um pouquinho, e continuou tumultuando. De tarde, fomos ao super e ele gostou do passeio, ficou num bom humor só! E, mais tarde, mudou de fase, isto é, conseguiu se colocar de pé pela primeira vez, sozinho, agarrado no sofá! E bem do lado dessa orgulhosa vovó! Valeu o dia inteiro e mais umas semanas!

De noite, em casa, não tinha internet. Olhei TV com o marido, conversamos, nem liguei o computador pela primeira vez em semanas!

Abaixo, o moleque se encantando com um pacote, mais ou menos um mês atrás.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

01.08.2014

D 36, sexta-feira. E eis que chegou agosto!

Já estava bastante mais descansada fisicamente, esta manhã, mas o emocional continuava conturbado o suficiente para perturbar a escrita. Na metade da manhã, consegui desencantar e a escrita fluiu de novo.

De tarde, tive expediente extra no posto, por conta da quarta-feira em que viajei. Choveu e alguns pacientes não foram. Deu tempo até de bordar. Ontem, encomendei dois buquês de flores de um pessoal que planta hortifruti e flores, e meus buquês chegaram hoje, lindos e novinhos, com flores recém-colhidas. Coloquei flores na minha sala, no escritório onde escrevo e no quarto.

Agora é uma da manhã e ainda estou escrevendo. Mesmo sem a pressa da Bienal, quero acabar logo o livro. Está ficando enorme, vou precisar cortar algumas coisas depois... Mas DEPOIS. Agora é escrever do jeito que vem na cabeça, para não travar o texto.

Uma de minhas imagens preferidas.