terça-feira, 31 de julho de 2012

31.07.2012

D33 - manhã: correndo por aí atrás de burocracias bancárias só pra descobrir que só posso resolver o raio da burocracia na sexta; tarde: posto de saúde, muito tranquilamente. Deu pra bordar um bocado.

Novidades outras: ainda estou pensando na conversa com o editor de ontem. Se podia ter saído melhor? Provavelmente sim. De acordo com papos com outros membros da família, a começar pelo marido, o cara queria que eu me comprometesse e eu não me comprometi - com grana, é óbvio. Mas, espera aí, se comprometer assim, de primeira?! Pode parar. Quero publicar meu livro, mas EU ainda sou EU! Não é deste jeito que EU ajo, ainda mais numa coisa tão importante pra mim! Os livros que ele queria que eu visse estão a caminho. Nas minhas contas, devem chegar na sexta. Daí vou olhar, muito tecnicamente, o que ele quer que eu olhe: qualidade, acabamento, estas coisas. Ler o livro fica pra um segundo momento. E então, na segunda que vem, provavelmente vou ligar pra ele de novo - e daí sim, vamos ver como nos entendemos! Ele me perguntou "está disposta a comprar uma parte da tiragem?" e eu não lembro das palavras exatas com que respondi, mas, se soou como "não", estava cem por cento correto. Não quero publicar o livro pra EU ler. Quero que os OUTROS leiam! Se ele tivesse perguntado "está a fim de investir até zerar nosso estoque?", a resposta seria enfaticamente SIM! Enfim, vamos ver como isto se encaminha. Estou com um bom pressentimento!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

30.07.2012

D32 - primeiro dia de trabalho no posto de saúde substituto, enquanto o titular entra em reforma. É um lugar tranquilo e só metade dos pacientes acharam o caminho; tive, portanto, um dia bem tranquilo. De tarde, consultório, que também foi nos conformes - sem novidades.

A novidade do dia foi, sem dúvida, o telefonema para o editor, que é muito simpático e conversador. Parece que gostou do livro; agora, quer saber se a autora vale a pena, tipo, se está comprometida com o livro e se está disposta a colocar uma grana junto, na divulgação. Não ficou nada definido e recebi, meio tipo "tema de casa", adquirir um livro da editora pra ver como é o trabalho deles. Tema de casa encaminhado: a compra já foi feita via internet. Vamos ver como isto se encaminha...

Infelizmente, alguns problemas pessoais tiraram a graça do dia. Vamos levando.

domingo, 29 de julho de 2012

29.07.2012

D31 - um domingo tão tranquilo quanto o sábado, e também começou com bordado na cama. A manhã e a primeira parte da tarde foram ocupadas pelo dever de casa de inglês, que está prontinho. A segunda parte da tarde foi na cozinha, fazendo algumas especialidades de domingo: sagu de vinho e feijão caprichadíssimo na panela de ferro.

Arrumações? Pra não dizer que não fiz nada, dei uma pegada séria nos montes de papéis que se empilham misteriosamente aqui na bancada do computador. Fiz isto não faz muito tempo, e havia de novo pilhas e pilhas de coisas. E, pra minha surpresa, no meio delas encontrei diversos montinhos de notas fiscais de março! Véi, na boa, eu arrumei esta bagunça pelo menos duas vezes de março pra cá! De onde surgiram estas notas?! Agora já foram todas para o arquivo do livro-caixa, onde deveriam estar desde abril. Revisei, e não ficou uma única notinha perdida aqui. Quero só ver se aparece mais alguma tão retroativa assim!

Obs.: provavelmente a "marcha lenta" de hoje se deve ao cérebro, que está totalmente focalizado na ligação para o editor, amanhã...


sábado, 28 de julho de 2012

28.07.2012

D30 - um bom e tranquilo sábado, que começou como há muito tempo não começava: bordado na cama, que sempre foi sinônimo de dia de folga, pra mim. 

De manhã e no começo da tarde, me dediquei ao "tema de casa" de inglês, ou seja, a tradução do livro. Estou mais ou menos na metade do que preciso ter pronto para segunda-feira, quando tenho a próxima aula. Depois, um pouquinho de revisão do livro, e depois janta na casa da filha, pra dar uma primeira olhada na capa do livro. Ficou interessante, mas, em uma palavra, tímido! A filha está na fase das cores pastéis e o genro não terminou o desenho. Disse pra tascar cor na coisa e pedi umas arrumadas no desenho (umas coisas que estão faltando). Vamos ver se a dupla se mexe!

E, por hoje, vai ser mais uma verificada nuns pontos do livro. Pretendo dormir antes da meia-noite, pra variar!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

27.07.2012

D29 pós aniversário. Como faço aniversário dia 27.06, hoje não deveria ser o D30? Mistérios... Fica D29 mesmo.

A manhã começou com uma hipermega dor de cabeça, provavelmente cortesia do vinho misturado com chocolate. Valentemente, esperei pra ver se passava. Vamos à lista de atividades de hoje.

1. Ligar o celular e descobrir consulta marcada com a homeopata no começo da tarde; como o celular ficou desligado ontem o dia todo, não vi a agenda.

2. Mercado público, pra comprar algumas especialidades: 500g de queijo fatiado, 700g de presunto fatiado, 500g de cogumelos, 1kg de ovos de codorna em conserva, 1 pacote de 500g de capeletti. Somando tudo: 3,2kg logo na primeira hora.

3. Trocas três das cinco camisas do marido, que não ficaram bem. Será que esta gente não consegue fazer as camisas pelo mesmo gabarito nem dentro da mesma marca?! Trouxe uma de tamanho diferente pra ele experimentar, o resto é vale. Ele gostou. De repente, na segunda busco as outras.

4. Consultório, já com duas sacolas, a bolsa, a bolsa do bordado e o casaco.

5. Tomar remédio porque a valentia não adiantou. A dor não foi embora.

6. Atender as crianças e ir almoçar. O plano original para a tarde eram dois bancos, mas, com o surgimento da consulta, ficou em um banco só. Voltei para o consultório depois do almoço, bordei um pouco pra ver se a cabeça acalmava (acalmou um pouco) e ir para a consulta. Tudo bem na consulta. Seguimos com as homeopatias.

7. Voltei ao consultório, deixei minha bolsa (que deve ter uma granada embutida, imagino, porque JAMAIS passa na porta dos bancos) e peguei só os documentos de que precisava para sacar o fundo de garantia. Hoje faz exatamente um mês que o hospital me despediu, e há uns vinte dias o dinheiro devia estar disponível... mas haja coragem pra encarar a Caixa Federal! A menina que liberava as senhas conferiu todos os meus documentos, um por um. Só faltou perguntar meu tipo sanguíneo. Recebi a senha e fui mandada para o quarto andar, onde seria atendida nos guichês de 40 a 46. Só o 44 e o 45 estavam funcionando. A energúmena do 44 não sabia NADA e perguntava tudo para a do 45. Nenhum dos dois guichês se resolvia. Depois de UMA HORA E DEZ, a energúmena do 44 tinha atendido UM cliente e dado furo para outro. A do 45 tinha atendido dois. E o povo empilhando nas cadeiras, porque só chegava gente, não saía ninguém. Daí, um outro que estava fazendo nada por lá resolveu abrir o guichê 43. Atendeu um, atendeu outro, e então foi minha vez. E ele ainda queria fazer piadinhas e deixar o ambiente mais leve! Minha cabeça estava estalando de novo e nem dei conversa porque, se começasse a reclamar, ia acabar exagerando. Depois de muitos tiquetiques num computador jurássico com um programa mais antigo ainda (sabe as letrinhas da tela antes do Windows iniciar? Pois mais antigas que isto, e não é maneira de dizer. É sério!!), saí daquele setor para ir até os caixas, para o dinheiro ser passado pra minha conta. Saí do banco às quatro e vinte, sendo que a coisa devia encerrar às quatro. Considerando o monte de gente que tinha depois de mim, espero que aquele bando de incompetentes folgados tenham saído de lá depois das sete. Eles merecem. Sentiu porque eu estava adiando?! Mas agora está resolvido.

8. E encerrando, eu e mais todas as minhas sacolas fomos passear no shopping com a Martha, a amiga carioca que está passando a semana aqui. Jantamos, conversamos, falamos montes do livro, passeamos nas lojas preferidas... Ela é outra que se juntou ao grupo de gente ansiosa pelo contato telefônico da segunda-feira, com o editor! Aliás, o assunto livro está bem restrito. Está só entre marido, filhos, minha professora-revisora e a Martha. Como ninguém da família lê isto aqui, mãe, irmãs e demais parentes nem desconfiam do que está rolando. Vou deixar assim. Não quero meio mundo fazendo perguntas até tudo estar resolvido.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

26.07.2012 - O DIA DO E-MAIL

D28 

Comecemos circunspectamente, feito as pessoas sérias que somos. Devido à mudança no posto de saúde, e a agenda que foi adiantada ontem, hoje se tornou um inesperado feriado. Acordei cedinho, sem ficar me enrolando na cama. Aliás, ontem passava da uma da manhã e eu e os dois filhos estávamos mudando móveis no quarto do caçula, que foi atacado pela formiga do arruma e carrega. Repetindo o que mencionei ontem, ele:

1. Aparou barba e cabelo em casa mesmo; parecia que tinha um bicho morto no meu lixo de tanto cabelo.

2. Resolveu mudar de lugar os móveis do quarto.

3. Resolveu consertar as tomadas de luz do quarto!

4. Resolveu carregar do escritório para o quarto o computador dele, o aparelho de som, as caixas de som e as mesas correspondentes.

5. Resolveu que, passando da meia-noite, ia fazer tudo isto caber dentro do quarto. O que a gente se divertiu e riu não foi pouco! Sabe aqueles momentos mãe-e-filhos que o Credicard não paga? Pois destes. Foi muuuuito legal!

Bom, fui dormir resolvida a fazer alguma coisa por minhas próprias arrumações, hoje. O planejamento incluía alguma coisa referente às plantas, separar as miçangas pra terminar de uma vez o anjo número 1, retirar alguns excessos fáceis do quarto de bagunças do marido e costurar umas roupas que estão há semanas empilhadas esperando conserto. Diversas coisinhas, mas bem administráveis num dia de folga.

Comecei, claro, com o livro. Pelas dez da manhã, larguei o computador e fui para o jardim, conforme o planejamento. Desci quatro vasos da área para o jardim. Um deles, o maior e mais pesado (custou um pouco pra carregar!), era um vaso de barro que estava rachado e consertado com um arame. Tem diversas batatinhas que dão umas folhas parecidas com cebola, e flores brancas. O segundo era meu jasmim-pipoca, o terceiro tinha batatas de lírio, destes comprados no super. Dão flores lindas e se suicidam no mesmo ano. O quarto era de uma orquídea de chão (um cimbídio) da qual tenho várias mudas. Quero ver como ela se acerta no chão. Transplantei e arrumei tudo, supervisionei o jardineiro e o pintor do marido que está aqui em casa lixando uns móveis (na rua, é claro) e já estava na hora de fazer o almoço. De tarde, livro de novo. E então... fim de todo o planejamento, porque chegou um e-mail da Thaís, do blog Viaje Na Leitura. Sabe o que dizia o e-mail? Que o editor queria que eu ligasse na segunda-feira, sobre o livro!!! Ela mandou anexo os e-mails que trocou com ele, e ele diz, com todas as letras, que meu livro é perfeito para a editora!!!

Sabe criança hiperativa, que não consegue nem sentar?! Pois era eu. Sabe pessoa feliz, feliz, feliz?! EU!! Sei lá como vou me entender com o homem, mas, puxa, sabe quando a gente SABE que as coisas vão dar certo?! Liguei pro marido, avisei os filhos, avisei minha professora-revisora, e o marido veio pra casa só pra me trazer um belo arranjo de flores!

Agora estou sentadinha aqui, escrevendo isto e tomando um belo cálice de vinho, e rindo sozinha, ainda. Sabe quantas vezes já olhei aquele e-mail? Não? Pois é, eu também não! 

Beijos, mundo!!! Aí vou eu, com meu livro!!!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25.07.2012

D27 - manhã em casa, tarde no posto, e os pacientes pareciam não acabar nunca. Tecnicamente, foram 20, e mais alguns irmãos e agregados que apareceram junto, como sempre; na prática, parecia que cada consulta não acabava nunca nunca nunca nunca... Tinha aula de inglês marcada para o final de tarde, mas desmarquei bem cedo, e ainda bem. Não ia ter a menor cabeça pra aula hoje! E foi também o último dia no posto, por diversos meses. O pessoal começou a mudança burocrática para a sala da creche ao lado, amanhã eles continuam. Um dos motivos do excesso de pacientes de hoje é que havia diversos de amanhã, adiantados porque não vai haver atendimento. Só volto a trabalhar na segunda-feira, no posto Calábria. Vamos ver como isto funciona...

Agora, de noite, uma surpresa: o filho de vinte e dois anos resolveu aparar o cabelo e a barba, fez faxina no quarto, está instalando tomadas lá... Sei lá o que foi que houve, mas me fez lembrar que, graças à minha constante ocupação com o livro, todas as MINHAS arrumações andam abandonadas! 

Ok, vamos encerrando, internet pedalando de novo!

terça-feira, 24 de julho de 2012

24.07.2012

D26 - as manhãs de terça estão entre as mais agradáveis da semana, porque é o dia do Jin Shin Jyutsu. Este é o nome de uma massagem oriental que não massageia propriamente, mas estimula pontos energéticos. Também é chamada de acupuntura sem agulhas. Descobri minha "massagista" de Jin Shin Jyutsu por acaso, num papo descompromissado no salão da cabeleireira! Desde então, vou todas as terças de manhã, e saio renovada. Sempre começa com uma conversa (tipo como foi a semana; como não pude ir na semana passada, tinha quatorze dias pra contar), depois é a massagem e, no fim, ela sempre abre um livrinho e lê uma passagem de um dos muitos mestres. Bom, hoje, na conversa, o meu livro claro que foi assunto. Então eu disse uma coisa que é bem verdade sobre mim: adoro Medicina, mas meu coração é de escritora. Não é sobre avanços da Medicina que eu imagino e sonho, e sim com meus personagens e seu mundo. Quando perco o sono de noite, não é por causa dos pacientes, e sim por causa do livro. Acho que repeti, na conversa, pelo menos duas ou três vezes que meu coração é de escritora. E quando, no fim, ela pegou o tal do livrinho pra ler, a passagem dizia para eu seguir meu coração, porque todas as respostas estavam nele, e ele ia me levar muito longe... Bom, fiz a pergunta óbvia: ela tinha marcado aquilo? Ela riu e disse que não, e eu sei que não, porque ela simplesmente abre o livro. Foi esquisito. E muito legal!

Saí dali e fui numa loja de artesanato próxima, onde tem dois lustres meus guardados e pagos, e eu nunca arrumo um motorista para buscar. Acabei comprando algumas peças de madeira - nunca saio de lá de mãos abanando! Dali, fui para o centro e comprei algumas camisas de flanela para o marido (por que maridos não compram suas próprias roupas?!), almocei e fui para o posto. A função para a mudança de quinta-feira está a mil, e eu já trouxe para casa os enfeites da minha sala e os guardados do meu armário. E agora, de noite, fiz uma janta que deu certíssimo. Adoro quando acerto o ponto da comida! Foi filé de côngrio, arroz branco, batatas na manteiga e uma espécie de refogado de cebola que ficou maravilhoso.Tudo isto com vinho, é claro!

Resumindo, foi um bom dia.

Ah, e ontem, depois de escrever aqui, mandei um e-mail para a Thaís, que fez a leitura beta do meu livro. O site dela (http://www.viajenaleitura.com.br/) tem tipo uma linha direta com a editora Dracaena. Depois de terminados os ajustes no original, mandei para ela, a fim de que ela mandasse para a editora através do site. Isto foi dia 11. Então, ontem, perguntei o dia exato em que ela tinha mandado, porque a editora avisa que, se não se manifestar em trinta dias, é porque o original não interessou. Mandei junto para a editora, claro, a avaliação da própria Thaís. Esta foi a resposta que ela postou, ontem de noite mesmo:

Eles receberam seu arquivo no dia em que enviaste: 11/07.
Hoje conversei com o editor e perguntei da avaliação da sua obra, como previsto ele deu preferência na leitura e já está lendo e avaliando! Não vai demorar ele entrar em contato! Mas é isso mesmo que você disse, se não ter a resposta em trinta dias, foi negado. Não sei, mas ele pareceu bastante interessado! Mas cá entre nós, eu admirei muito seu trabalho, então creio que qualquer um que ler, vai gostar sem dúvida alguma, quero ver a sortuda da editora que publicar :)
Até 11/08, aguenta coração ♥

Nem preciso dizer que receber uma resposta como esta na noite de ontem me deixou muito feliz durante o dia inteiro, hoje! Não sei se vai dar certo com esta editora ou não; o que sei é que é muito bom ver o trabalho da gente valorizado assim! "Editora sortuda"?! Adorei!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

23.07.2012

D25 - está iniciando a fase de stress no posto de saúde. Mesmo sem bola de cristal, prevejo grandes tempestades pela frente...

Como eu já tinha mencionado, o posto está em obras de ampliação. Até agora, a obra ficava para trás do posto, e convivíamos da melhor maneira possível com marteladas, britadeiras, betoneiras, caminhões, material descarregado na calçada, falta de água porque eles mexeram não sei aonde, cheiro de esgoto porque a rede ficou aberta também não sei aonde, enfim, um porre. Em muitos dias, respirei aliviada quando o horário de trabalho finalmente acabava. Em outros, saí de lá com uma tremenda dor de cabeça.

(Parêntese: hoje, os amigos do alheio resolveram roubar alguma coisa da obra, mais o compressor da nossa dentista. Pra desligar o alarme, cortaram os fios de energia elétrica. Chegamos de manhã num posto com o portão arrombado, sem luz, com o compressor largado no meio do caminho porque - para nossa sorte - era pesado demais. Fecha parêntese.)

Mas, enfim, a obra, como toda obra, progrediu, apesar das várias interrupções. E agora estamos chegando ao interessante momento de fazer o telhado novo anexado ao velho, derrubar paredes, etc, etc. Ou seja, é a hora em que a gente cai fora, porque não vai dar MESMO pra trabalhar lá dentro.

A parte burocrática do posto e as vacinas vão para a sala multiuso da creche ao lado, onde a Prefeitura deve instalar divisórias, pontos de computador, telefone e coisas assim. Os médicos vão trabalhar em outro posto que tem salas vagas, e a dentista vai para um segundo posto onde tem sala de dentista disponível. Eu pedi para, se possível, ficar na sala multiuso junto com a burocracia e a vacina. Por isto, quando a chefe enfermeira e boa parte das técnicas de enfermagem foram lá resolver medidas e divisórias, fui convidada a ir junto. Pelo tamanho da sala, daria para ajeitar um consultório pra mim, eu acho. Dei uma sugestão e não me deixaram terminar de falar, dei outra e fui ignorada, e daí a pouco a chefe já estava dizendo que estava se arrependendo de ter me chamado para ir para lá. Antes de sair, avisei que estavam medindo as coisas em polegadas e não em metros... Deu pra sacar a confusão que isto vai dar? Avisei também que não ia dar pra trabalhar na quinta-feira, que é o dia da mudança, e a chefe disse que claro que dava. Hoje, no final da tarde, já estavam ligando e avisando que a agenda da quinta teria que ser transferida para algum outro dia, porque não ia dar pra trabalhar.

Outras previsões desta pediatra: 
1. Prefeitura instalando divisórias, pontos de computador e telefone na data combinada - só quem acredita em Papai Noel embarca nesta. O atraso protocolar é de três a cinco dias úteis, sempre. Item seguinte: eles, fazendo tudo isto num dia só? Vai sonhando! Isto fora, é claro, todos os terríveis impedimentos técnicos que eles sempre encontram na hora de fazer o que juraram que era simples fazer.
2. Divisão de salas - vão perder um monte de espaço com as divisórias. Deviam fazer as separações com os próprios armários e arquivos, que são bem altos. E também estão inventado corredores, o que é sempre espaço perdido. Nem abri a boca quanto a isto.
3. A única torneira da sala vai ficar na sala das vacinas, mas eles vão instalar uma cozinha lá também. Sem torneira. Vai ser interessante. Estou começando a gostar da ideia de ir pra outro posto.
4. O povo, quando chegar pra alguma coisa, vai ter que ficar impreterivelmente na rua, porque estão empilhando o balcão da recepção na porta. Não tem nem toldo lá fora. E aqui, no inverno, chove. Vacinas = crianças = mães e crianças na chuva. Vão concordar filosoficamente, com certeza.
5. Dia marcado para a mudança: quinta-feira. Previsão do tempo pra quinta-feira: chuva. Como vão ter que transportar um monte de papelada, pela Lei de Murphy, vai chover mesmo. Eu fora desta. Vou adiantar minha agenda e me manter LONGE.
6. Previsão do engenheiro para o tempo em que a equipe deve ficar acampada: três meses. Então, deixe ver. Ele está dizendo que vai fazer um telhado, fazer todo o acabamento do posto (a parte nova está no tijolo), instalação elétrica, hidráulica, construção de escadas, reforma de cozinha e banheiros em três meses. Minha previsão otimista: se a Prefeitura não atrasar o pagamento de novo e se ele não parar mais uma vez a obra por causa disto, é serviço pra oito meses, mais ou menos. Também já avisei. Me disseram pra parar de agourar...

Bom, já que não devo agourar nem dar palpites, vou ficar na plateia, assistindo como isto rola!

domingo, 22 de julho de 2012

22.07.2012

D24 - pretendia fazer diversas coisas, inclusive mexer nas plantas e no jardim, mas acabei encalacrada no livro de novo. Fiz as tarefas de uma boa dona de casa, é claro: roupas para lavar, um almoço bem gostoso, uma arrumada geral... Ah, e uma caminhada de uns três quilômetros de manhã bem cedo, com o marido. Ontem caminhamos quatro quilômetros. Vou ver se mantenho as caminhadas ao menos cinco vezes por semana.

Bom, era só isto, hoje... Quer dizer, isto, e mais um dente quebrado comendo pipoca. Ainda bem que já era dente de resina, ou seja, quebrou a resina e não está doendo. Mas lá vou eu de volta para o dentista!

sábado, 21 de julho de 2012

21.07.2012

D23 - novidades do dia:

1. As fotos precisaram de metade da noite pra passar do computador para o note. Até a rede wireless desta casa é um jegue;

2. Chegou meu monitor novo, encomendado faz um tempão. Depois do pequeno que eu estava usando, este aqui parece uma tela de cinema;

3. Junto, vieram as caixinhas de som novas. Tenho som novamente!

4. Arrumei casa, tomei conta de roupas, etc, etc, etc. 

5. Passei todo o tempo que tinha disponível pra minhas coisas agarrada num capítulo do livro que, teoricamente, estava pronto. Eita coisa que não rende! Eu devia ser menos perfeccionista, mas não consigo.

6. Depois de postar isto aqui, vou conferir muito direitinho se postou de verdade MESMO!

20.07.2012 - com atraso!

Iniciando com a explicação: esta postagem estava pronta e, teoricamente, havia sido postada ontem. Pelo menos foi esta a ordem que dei ao computador e à internet! Para minha surpresa, abri o blog agora e a descobri como rascunho. Moral da história: acredite quando digo que a maldita internet daqui de casa é um jegue. Agora, além de jegue, é jegue empacado!!



D22 - consultório de manhã, posto de saúde de tarde, pra compensar a quarta-feira, em que fui dispensada (por causa da tia). Depois, aula de inglês, e o marido foi me buscar. Comemos um xis, trouxemos pra casa um xis para o filho, e eu me preparei para revisar o inglês e, mais uma vez, me concentrar no livro. Mas, oh! Meu computador tinha outras ideias. Depois de diversos dias de lesmice (decerto influenciado pela internet), ele ganhou uma faxina de arquivos temporários e descartáveis. Ficou bem mais ligeirinho, e eu, bem mais faceirinha. Estava sossegadamente tratando da minha vida quando, de repente, surgiu uma janela no Windows, muito gentilmente informando que meu disco rígido estava muito deprimido e pretendendo se suicidar em breve. Portanto, eu devia fazer backup de tudo. Tudo: meu livro, meus resumos, um monte de fotos que não tem cópias em outro lugar... 

O filho caçula entendido em computadores felizmente estava em casa. Ainda bem, ou o ataque histérico seria completo. Depois de alguns xingamentos a computadores, discos rígidos e mães que guardam mil tralhas no computador, ele iniciou o backup para o computador dele. Então, perguntei o que precisaria ser comprado para eu ficar sossegada em relação ao meu. Resposta: não compre nada, use o seu notebook! Credo, que ideia estranha. O note agora está conectado ao monitor, teclado e mouse, porque não consigo me acertar com o teclado dele. O backup do meu computador agora está direcionado para o note, pelo wireless da casa (sei lá como o filho faz isso!). Os arquivos de texto já foram todos, agora está passando o arquivo de fotos, que vai levar umas horas. Depois, se o disco rígido quiser, já pode se suicidar. Mas vou dizer, isso dá uma insegurança na gente... Juro que dá vontade de pegar TODAS as fotos e imprimir tudo, antes de serem devoradas por algum computador deprimido!

Obs.: o livro, já tinha copiado para um pendrive por precaução!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

19.07.2012

D21 - ainda foi um dia meio arrastado. Começa que acordei tarde, às nove e meia da manhã, e daí o dia já começa com cara de atrasado e de tempo perdido. Só deu tempo de uma geral rápida em algumas coisas da casa, pegar um pouco do livro e fazer o almoço. O tal pouco do livro, no entanto, rendeu de maneira bem animadora! 

A tarde foi no posto e, pra minha surpresa, ainda tinham sobrado umas lagrimazinhas pra escapar quando me perguntaram da tia. A tarde foi tranquila, com direito até a tempo pra um pouco de bordado. Enquanto as mãos trabalhavam no anjo, a cabeça montava pontinhas soltas do livro. Pensei que ia chegar em casa e me atracar no computador, pra passar as ideias da cabeça para o texto, mas elas (as ideias) resolveram que estão preguiçosas... Deve ser alguma espécie de conspiração. Depois que escrever aqui, vou deixar de lado a inspiração e me enterrar na transpiração. Com inspiração é mais fácil, mas na transpiração a coisa também progride.

Mencionando bordados, faz muito tempo que não coloco fotos dos meus anjos aqui. Então, vamos a elas. Primeiro, o anjo número 2, aquele começado porque não gostei das cores do anjo número 1.

É impressionante como a foto nunca consegue ser fiel à cor deste anjo! Mas, pra mostrar o quanto andou, assim serve. O planejamento para este anjo é fazer a saia, esta parte branca e amarela já iniciada. 
Anjo número 1. Saia pronta, asas prontas, bordado com o fio dourado pronto. Faltam as miçangas, o violino e alguns contornos. Está quase. Viu o tamanho da saia? Precisa de MUITO desagrado com as cores originais pra fazer tudo isto de novo!
Detalhe do bordado com fio dourado metalizado na borda da saia. Que trabalheira! Mas fica realmente muito lindo.

E, pra completar a sessão fotos, aí vai uma da nova cerquinha no jardim. Ao lado da foto, lindamente deitada e se espreguiçando, nossa pastora alemã Lilo, um dos motivos de o canteiro precisar de cerca...

Sobre a tia Nina, uma última observação: os primos judiaram bastante, hoje de manhã. Colocaram um monte de fotos dela no Face. Como se não bastasse ela, nas fotos estavam também muitos outros tios que já se foram... Espero que tenham esgotado o estoque de fotos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

18.07.2012

D20

Pedi licença no posto de saúde para ir ao velório da tia. E hoje, lendo o que escrevi ontem no Facebook e copiei aqui, até me espanto das palavras... O Face é aberto demais, e não costumo me expor assim. Mas as palavras simplesmente brotaram... E acabaram lá.

Meu pai era um entre sete irmãos. Era um dos irmãos do meio, não lembro exatamente qual era a posição dele na família. Tanto a família dele quanto a da minha mãe são de Santa Cruz do Sul. Eles casaram lá e vieram para Porto Alegre logo depois, assim como quase toda a família do pai. 

A família da mãe sempre foi uma família típica alemã, mais rígida, sempre preocupada em fazer tudo certo. A do meu pai era um caso bem diferente. Meu avô era professor de educação física e, numa época em que menstruação era tabu, ele quase matava as alunas dele de vergonha quando falava do assunto. Há uma história muito contada na família sobre meu vô Zé. Naquela época, as casas eram construídas em torno de um corredor central, um cômodo para cada lado, com portas e janelas coincidindo. E, lá em Santa Cruz, o vô e a vó tinham uma vizinha desocupada que vivia olhando pra dentro da casa deles. Um dia meu vô se encheu da bisbilhotice da vizinha, tirou toda a roupa e dançou pelado em cima da mesa da sala, enquanto a vó Joana chorava de rir. Reza a lenda familiar que a vizinha fechou as janelas com um estrondo e não abriu nunca mais... Este era meu vô, há mais de sessenta anos. Lembro pouco do vô e da vó, eles morreram quando eu era bem pequena, a vó de consequências de diabetes e o vô de problemas de pressão, seis meses depois dela.

Sobre meus tios, a parte pitoresca já começa nos nomes. As três mulheres eram Iraci, Ianina e Iralda. Os quatro homens, Irani, Iraty (o meu pai), Irajá e Irapuã. Estas pessoas respondiam respectivamente como tias Cici, Nina e Dada, e tios Nini, Iti, Jaca e Puco. Todos eles casaram e tiveram filhos, e eu tenho uma montanha de primos. 

Se eu fosse definir a família do pai em uma palavra, usaria tumultuada. E se fosse resumir como eles sempre foram, diria que eram pessoas que viviam a vida do jeito DELES. Eram chegados em churrasco, cerveja e brigas homéricas e para toda a vida, que às vezes duravam uma semana e eventualmente se estendiam por quase um ano. Sempre foi uma coisa estranha, uma união que parecia desunida - mas acho que o que mais unia todos eles era esta "desunião" de aparência. Sempre que um deles precisou do outro, o outro estava lá. Chamava de filho disso e filho daquilo, mas ajudava sempre. As lembranças mais marcantes da minha infância eram as festas e churrascos dos finais de semana, aquela mistura de tios, tias e primos, risos, gritaria e quase sempre alguém saindo furioso no final, jurando que jamais voltava. Teve uma vez em que trouxeram enguias para o almoço. Lembro das enguias num tonel com água, mas juro que não lembro se comi aquilo ou não. Outra vez o Tupã, o boxer de um dos meus primos, abocanhou uma bombinha de São João e ela explodiu em sua boca. O cachorro teve uma parada cardiorrespiratória e foi reanimado por uma turma de tios aflitos - os mesmos que tinham atirado a bombinha. Cresci no meio destes tios e primos, até que, com o tempo, fomos nos distanciando um pouco, porque cada uma das famílias cresceu e se estruturou, e passou a ter prioridades diferentes. Não eram mais todos no mesmo churrasco no final de semana.

Meu pai foi o primeiro irmão a morrer. Ele tinha só 49 anos, e infartou de repente. Depois que ele tinha morrido, descobrimos que ele já sabia que estava com problemas de coração, fígado e sei lá o que mais, mas não fazia tratamento algum porque detestava ir a médicos. Ele morreu do jeito que disse que queria: caiu e não acordou mais. Muitos anos depois, faleceram o tio Nini e o tio Puco (o mais velho e o mais jovem da família), os dois de câncer. Depois foi meu padrinho, o tio Jaca. Estava passeando com o neto, caiu e morreu - consequência de pressão alta mal administrada. Depois, a tia Dada, coração também. Caiu, chegou a ser levada para uma CTI, mas não acordou mais. Agora, foi a tia Nina... Ela estava com 73 anos, tinha sete stents no coração, função cardíaca de apenas 30%, fumava teimosamente e era muuuito chegada em carne de porco bem graxosa. Resolveu que ia sozinha ao supermercado fazer as compras do jeito que ELA queria, apesar de ter uma turma de filhos e netos se oferecendo pra ir junto. Caiu, foi atendida pelo SAMU mas não resistiu. Esta era minha tia, bem de acordo com todos os irmãos dela. Como eu disse antes, sempre viveram de acordo com os critérios que eles mesmos se determinavam.

Se a tia Nina era próxima a mim agora? Não. Fazia quase um ano e meio que não nos víamos. Mas não faz diferença. Nestas horas, o que conta é a história, e todos estes tios fizeram parte da minha história. Existe passado, lembranças, vínculos muito mais fortes do que um ano sem se ver. Lembro do jeito da tia Nina, do seu riso, das coisas que ela dizia, e de muitas baganas de cigarro. Lembro dela como sei que ela e todos eles queriam ser lembrados: viva, rindo, brincando e até brigando. Agora, de todos eles, sobrou só a tia Cici, que está com 83 anos. Ela vai sentir muita falta da irmã. De acordo com os primos, as duas assistiam às novelas, cada uma na sua casa, e se ligavam depois, para falar mal dos artistas. Espero que, agora, ela tenha alguma amiga para conversar assim. E tenho certeza que os seis irmãos dela estão juntos lá em cima, cuidando dos daqui de baixo e preparando uma boa recepção para ela, no dia em que ela resolver se juntar a eles. Espero que demore. Não vou dizer que espero que demore bastante, porque cada um tem sua hora, seu momento. "Bastante", às vezes, é cruel demais. Mas sinceramente espero que a tia Cici ainda fique um bom tempo conosco.

terça-feira, 17 de julho de 2012

17.07.2012

D19 -
Estou tentando escrever, mas não consigo. Então, vou colar o que postei no Facebook. Acho que explica.

O face sempre me pergunta o que estou pensando. 
Agora, estou pensando que a vida é sempre mais curta do que a gente espera. Sempre parece que vai haver tempo para tudo - e, de repente, o tempo acabou. Como as primas disseram, tchau, tia Nina. Dá um oi pra turma toda aí em cima: teus irmãos e irmãs, ou seja, meu pai, meus tios e tias, e também para o vô e a vó. Tenho certeza que estão te esperando de braços abertos, pra colocar toda a fofoca em dia. Diz pra eles que sentimos saudades de todos. Sempre. E agora, de ti também, tia.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

16.07.2012

D18, segunda-feira, dia de trabalho e rotina - ou quase. Não começou muito bem. Eu jurava que tinha trazido para lavar em casa, na sexta-feira, o avental branco com que trabalho. Procurei o bicho arisco hoje de manhã em todos os seus esconderijos titulares, e nada. Como a cabeça não anda lá estas coisas pra rotina, pensei que tinha trazido no final de semana passado e estava confundindo tudo. Cheguei no posto, e nada de avental! O tal está aqui em casa mesmo, mas ainda não consegui encontrar!

Enfim, de manhã foi o posto de saúde, e de tarde, em caráter excepcional, não fui ao consultório. Em casa, me ocupei dos temas de inglês e do livro (sei, sempre o livro, mas ele é constante em todos os dias!). Também orientei como quero a cerca em torno de um dos meus canteiros. Sem cerca não há condições de plantar nada nele, porque a cachorrada corre ATRAVÉS do canteiro cada vez que tem tumulto em algum lugar. Com a cerca, vão ter que desviar. Sabe aquelas cerquinhas antigas, de madeira? Pois vai ser destas, porque tem montes de madeira aqui em casa.

Ah, sim, uma coisa importante: depois de oito dias (a famigerada corrida dos 8km foi no domingo passado), caminhei por meia hora. Estou com uma dor completamente sem sentido na sola do pé esquerdo, como se tivesse batido com muita força, ou como se fosse nascer uma megaespinha ali. Não sei o que é, só sei que atrapalhou todas as intenções de caminhada da semana passada. Vou me esforçar por manter as caminhadas todos os dias, mesmo que seja só um pouquinho.

domingo, 15 de julho de 2012

15.07.2012

D18, um dia nada como eu tinha planejado!

Dois dos amigos do filho resolveram dormir aqui em casa, o que provocou a ida até a casa do vizinho para pedir dois colchonetes emprestados. Definitivamente, vamos ter que providenciar lugares extra para eventuais visitantes dormirem. Acho que vamos optar por sacos de acampamento, são os mais fáceis de guardar. Ah, e além dos dois amigos do filho, a namorada do outro filho também dormiu aqui em casa, mas, para mais um, é fácil conseguir lugar. O problema eram só os colchões, temos cobertas de sobra - ainda bem, porque a noite estava muito fria. Enfim, de manhã, minha sala estava virada em dormitório. Admiro o jeito que esta turminha dorme. Não escutam nada, nem o relógio cuco da sala, que esqueceram de desligar!

A manhã estava linda e o marido resolveu que era um excelente momento para irmos até o terrenão de 9 ares, ver a quantas andava o serviço do parceiro contratado para cortar alguns eucaliptos para fazer os moirões da cerca. Acabou sendo um passeio bem interessante. O parceiro dos moirões realmente trabalhou, e já temos nossa pequena área de desmatamento particular. Nosso terreno foi área de reflorestamento há muito tempo, e os eucaliptos já foram cortados uma vez. Tudo que tem lá é rebrote. Não sou a favor do corte de árvores, mas precisamos tirar os eucaliptos para arrumar o lugar e reintroduzir as espécies nativas. Não foram muitas as árvores cortadas, mas, pelas nossas contas, já temos cerca de 40 moirões. Para cercar o terreno inteiro, vão ser necessários mais ou menos 450. Ainda tem muito serviço pela frente.


Aproveitando o tempo bom e seco, nos embrenhamos no meio dos nossos matos. Aqui, uma planta que gosto muito. Ela dá frutinhas redondinhas que no início são verdes, depois ficam amarelas e, finalmente, vermelhas.





Uma bromélia enorme agarrada numa arvorezinha absurdamente fina. Tem muitas bromélias deste tipo lá. Estou curiosa para ver as flores.




Uma orquideazinha terrestre que eu ainda não conhecia. Mais curiosidade a respeito de flores...




Grata surpresa: um matinho de orquídeas! Marquei bem o lugar para saber voltar, depois.



Outra orquideazinha de chão, mas esta eu já conheço. Dá uma haste com diversas flores pequenas e brancas.






E nossos vizinhos especiais estavam lá: os bugios! No final de tarde, a gente localiza onde estão pelo ronco - um barulho bem característico que os machos fazem. Hoje, ouvi um movimento diferente na copa dos eucaliptos, olhei pra cima... E lá estavam eles, bem quietinhos, sem roncos nem nada, pulando de uma árvore para outra!

As fotos abaixo estão com mais zoom. São as melhores que conseguimos tirar, porque, com o zoom, a máquina fica mais lenta, e os bugios são bem rápidos quando se movimentam pelas árvores. A primeira ficou meio fora de foco, mas é a única em que o bicho está olhando para a câmera!




A família que vimos hoje era de quatro animais, dois vermelhos e dois pretos. Os vermelhos são os adultos, os escuros são mais jovens. Mas não conseguimos pegar todos juntos na mesma foto, e os pretos são bem mais rápidos e ariscos. E, por causa dos bugios, alguns eucaliptos vão ficar. Se tirarmos todos, de repente os bichos se mudam para os eucaliptos dos terrenos dos vizinhos. Fazemos questão de manter esta turma perto de nós!


Bom, de tarde eu pretendia trabalhar no livro, mas o almoço saiu tarde e fomos convidados para um café da tarde de aniversário de uma das minhas cunhadas, o que nos fez voltar pra casa só passando das sete da noite. Agora, de noite, vou tentar trabalhar um pouco nele. Estou em mais um daqueles pontos miseravelmente empacados...


Ah, sim. Preciso descobrir que tipo de contrato as cidades da serra, tipo Gramado, fazem com as formigas cortadeiras. Lá em Gramado, eles têm canteiros e mais canteiros de flores, de amores-perfeitos, que as cortadeiras adoram! E não tem uma mísera folhinha roída. Aqui em casa, as pestes das cortadeiras já caíram com tudo em cima do meu canteiro de bocas de leão! A metade das plantas já está no chão. Colocamos o granulado (veneno de formigas), mas, agora, vai ser um tempão até começarem a florescer de novo!



sábado, 14 de julho de 2012

14.07.2012

D17 de verdade, agora. O sábado está lindo, ensolarado e frio. Um belo dia de inverno! 

De manhã, o marido tinha a continuação do seu serviço de impermeabilização, desta vez com os pedreiros dele. Aproveitei a carona para levar até a estofaria os encostos e assentos de poltrona retirados ontem. São treze poltronas, como eu já disse. Tentei visualizar todas elas com a mesma estampa e não gostei. Então, resolvi fazer algo fora do habitual: cada duas delas vão receber um tecido de cor diferente! Escolhi padronagens que combinam entre si, é claro, mas o resultado final vai ser bem à vontade. Ah, sim, e encomendei uma coisa especial: um pedaço de espuma quadrado também revestido com tecido emborrachado (tudo aqui em casa é estofado com o tecido emborrachado, tradução, lavável, tradução, não mancha e está sempre limpo apesar de gatos, cachorros e chimarrão!) que vai servir de cama para a Bolinha, nossa matriarca canina que dorme dentro de casa... e que frequentemente está em cima do sofá, pela manhã! Voltei para casa, fiz o almoço, o marido e eu almoçamos, vim para o computador tratar de consertos no livro... e empaquei de novo. Haja paciência! Passei a tarde todinha escrevendo e reescrevendo as mesmas três páginas. Agora, finalmente, acho que consegui terminar. Ficou bom.


Aliás, só pra ajudar na concentração da escritora, estou com a casa cheia de gente. Meu filho caçula, que está na faculdade há quatro anos, convidou os amigos do segundo grau para uma "Festa Julina" aqui em casa. A tradição é antiga porque, em junho, eles tinham muitas provas e não conseguiam aproveitar as Festas Juninas. Então, inventaram a "Festa Julina". Cada um trouxe alguma coisa: docinhos, bolos de milho, pinhão, quentão, rapadura, mais bolos, pãezinhos pra fazer cachorro-quente, mais bolos e bolos. Agora há pouco, a casa estava com um cheiro muito esquisito, mistura do vinho do quentão começando a ferver com a cebola do molho do cachorro-quente fervendo também! A turma acabou de jantar dando risada do velhíssimo "Esqueceram de Mim", e a próxima programação é PlayStation 2, que um deles trouxe. Agora vão até não sei que horas jogando, rindo e conversando. É uma turminha ótima, que fez excelentes vínculos nos tempos de colégio. Conheci quando batiam no meu ombro, e agora cada um destes guris é uma cabeça mais alto do que eu! Todos estão na faculdade (cada um em uma diferente), mas continuam as crianças que eram há anos atrás. Um dos bolos acabou transformado em fantasma monstro... Eis aí o bicho, recortado em um bolo de chocolate. Os olhos são docinhos de amendoim e o nariz é uma rapadura. Criativos, os universitários!




13.07.2012 - com mais calma agora...

Estou na manhã do D17, mas vamos recapitular o D16 com mais calma agora...

Manhã: consultório, me arrastando de tanta falta de  vontade. Na quinta de tarde, quase liguei para a secretária e pedi pra desmarcar toda a agenda. Como nosso clima está gelado (de acordo com o protocolo "Inverno", até que enfim), tive três encaixes na agenda cheia. Na saída do consultório, três compras importantíssimas:

1. uma simples borracha de apagar lápis! Na quinta de noite, o genro começou a esboçar a capa do meu livro, pediu uma borracha... e cadê borracha?! Sem crianças em casa, a gente nem nota a falta!

2. um pendrive total e completamente vermelho já batizado de ladybug. Na casa, tenho três homens (marido e dois filhos), cada um proprietário de meia dúzia de pendrives pretos. Todos os pendrives que já comprei e pretendi possuir caíram nesse buraco negro de pendrives, e desapareceram. O novo é vermelho. Eles não vão mais ter a desculpa do "ah, pensei que era o meu, ficou na casa do meu amigo, amanhã eu busco", e adeus, pendrive.

3. dois esmaltes pra fortalecer unhas (as minhas estão se autodestruindo) e um alicate de cutículas. A compra em si é comum e simples. O que não é simples é encarar a tremenda fila que a loja sempre tem. Como é a única especializada nisto perto do consultório, azar. Fui à fila...

Ao contrário do habitual, não almocei no centro da cidade. Preferi vir para casa, o marido veio também e almoçamos juntos. Queria a tarde para desempacar dois pontos do livro que estavam há dias me encarando do monitor, sem solução. Sabe quando a gente sabe o que quer dizer mas não encontra as palavras? Pois é, eu estava nesta. E, quando fico nesta por mais de três dias, começo a realmente me irritar, o que também não ajuda na inspiração literária. Enfim, para minha alegria, o empacamento passou. Resolvi 100% a primeira tranqueira e teria resolvido 100% da segunda se não fossem as novidades do marido... Ah, sim. Além disto, convoquei o filho mais novo pra me ajudar a desaparafusar os assentos e encostos de seis das treze poltronas que vieram pra casa há umas duas? três? semanas, para levar para o estofador. O bom de filhos é que a gente chama pra eles ajudarem e, se eles estão na fase do "deixa que eu faço sozinho", só é necessário ficar do lado e assistir! Enfim, encostos e assentos foram retirados.

A programação era continuar concentrada no livro, mas houve um probleminha: o marido engenheiro precisava terminar uma etapa de uma impermeabilização (em uma área interna, é claro). Precisava ser feito de noite por determinação da empresa. Os pedreiros dele tinham compromisso - adoro este povo. Está com falta de incomodação? Arrume um pretexto pra ter um pedreiro por perto! O filho mais novo tinha comemoração com os amigos, porque passou em todas as disciplinas da faculdade neste semestre. O filho do meio estava de cinema combinado com a namorada. Quem sobra então? A esposa, é claro! O serviço não é difícil, mas é chato. Tem que espichar uma espécie de manta no chão, e passar sobre ela uma meleca que é o impermeabilizante. Uma pessoa sozinha tem dificuldade em cortar a manta, esticar como precisa, enfim, de dois vai muito mais rápido. Lá fui eu junto. Gente, que buraco!!! Era um pedaço de piso de uma espécie de casa de máquinas toda atrolhada de coisas, com fios dependurados no teto, uns canos suspensos de lugar nenhum, pó por todo lado, e a gente se esgueirando no meio de tudo isso! Obs.: bagunçado, mas não perigoso. O único perigo era tropeçar em algum cano ou tralha largada no caminho. Ficamos lá das oito e meia da noite até passando bastante da meia-noite, mas o serviço ficou pronto. Sozinho, ele ia terminar só pelas duas da madrugada, acho. E que servicinho chato! Ficar acocorado, passando a meleca no chão com o pincel, num lugar pra lá de apertado, cansa um monte as pernas! É nessas horas que me sinto bem feliz por ser pediatra e só precisar aturar crianças chorando e pais telefonando!

Enfim, por causa da impermeabilização, a segunda encrenquinha do livro ficou pra ser terminada hoje, sábado. 

E assim encerro uma descrição mais decente do dia, porque ontem, quando chegamos em casa, eu estava exausta e doida pra ir pra cama!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

13.07.2012

D16:
- Manhã, consultório;
- Tarde, assuntos de livro e casa;
- Noite, ajudar o marido numa impermeabilização (Sim, isto mesmo, trabalhando de ajudante!) porque os filhos estão em seus programas e os pedreiros dele estão com outros compromissos (pode?!). É uma e meia já do D17 e vou tratar de cair logo na cama!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

12.07.2012

D15 com internet ao menos funcionando. Ontem, foi o tempo justo de salvar e publicar o post, e adeus, internet!

Hoje pela manhã a ocupação foi a continuação da arrumação das prateleiras de roupas. Um monte de roupas de inverno ainda guardadas saiu dos esconderijos para a máquina de lavar roupa e daí para as prateleiras. É quase tudo bem gasto, pra usar em casa com conforto, mas estavam me fazendo muita falta! Fiz um belo almoço porque a turma estava toda em casa (marido, dois filhos e o amigo deles) e, de tarde, posto de saúde... onde eu estava em ponto de bala! Provavelmente devido à zoada de ontem, hoje eu entrei lá e senti o sangue ferver na hora. As vacinas tinham (mil vezes felizmente!!!) acabado, mas seguia a choração de crianças, o falatório de quem queria vacinas e não tinha mais (detalhe: a droga da vacina estava disponível desde MAIO, e eles só resolveram se vacinar agora!), a zona dos telefones... Sabe quando a gente está a ponto de virar serial killer? Pois é. O consultório da dentista fica ao lado do meu, e as paredes são só divisórias que não abafam o som. A gente não se mete na consulta do vizinho por uma questão de educação. Bom, hoje chegou uma paciente pra dentista e começou a falar falar falar falar falar falar bem esganiçada, sem nem tomar fôlego. Eu já estava a fim de dar uma de desenho animado, mandar o punho através da divisória e calar a criatura na marra! Ainda bem que tantos anos de corrida me deram autocontrole suficiente pra não estourar (nem soquear as pessoas). Fiz uma concentração intensiva e, na metade da tarde, já estava melhor. Não queria mais soquear as pessoas. Depois do posto, fui direto para a aula de inglês, e dali vim pra casa. Agora, depois de um pouco de cerveja, estou realmente cansada, e vou dormir cedo, pra variar... Boa noite!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

11.07.2012

D14 com a internet pior a cada minuto. Vou escrever de uma vez, ou logo não vou escrever coisa nenhuma.

A manhã foi produtiva. Arrumei um bom pedaço das minhas prateleiras de roupas, retirando as roupas de calor que estavam ocupando muito espaço. Na segunda parte da manhã, me concentrei no dever de casa de inglês - tenho aula amanhã, em vez de no sábado.

A tarde foi extremamente cansativa no posto de saúde, ainda por causa da vacinação contra gripe A. Era gente por todo lado falando e reclamando, crianças chorando, telefones tocando sem parar e ninguém tinha tempo pra atender, enfim, foi um caos. Saí de lá com dor de cabeça, e fazia muito tempo que não ficava com dor de cabeça por causa de tumulto!

Agora de noite, a filha jantou aqui com o marido e começamos a esboçar a capa do livro. Também temos na casa um amigo de infância dos filhos, ex-vizinho daqui da rua, que vai dormir aqui. Sabe aqueles vizinhos que cresceram dentro da casa da gente? Pois destes. 

Seguinte, a internet está se enchendo de avisos tipo "não funciono daqui a um segundo". Vou tentar postar isto aqui enquanto ainda posso...

terça-feira, 10 de julho de 2012

10.07.2012

D13 com a internet virada em puro desânimo. Nem pensar em fotos hoje, mal carrega o blog! Definitivamente, nosso bairro precisa de uma internet mais decente. 

Bom, vamos ao dia! Havia três coisas a fazer, pequenas, tudo bem, mas foram efetivamente feitas apesar do dia ser ainda de gripe! Primeira coisa, comprei algumas linhas que estavam faltando para o anjo número 1. Já estou nos dourados (era justamente esta linha que estava faltando). Segunda coisa, fui ao protocolo central da Prefeitura, que é bem fora do meu caminho, a fim de encaminhar a solicitação de dispensa do trabalho nos dias do congresso no Rio de Janeiro (13 a 17 de agosto). É pura burocracia, mas tem que ser feita. Terceira coisa, mercado público, onde ia comprar só damascos e castanhas de caju... Veio: damascos, uvas passas pretas, castanhas de caju, noz pecan, banana seca, cogumelos, granola, alho seco, cebola seca, chás diversos e um quilo e meio de camarão pra janta de amanhã. Isso pesa de verdade!! Almocei pelo mercado mesmo, e eu e minhas sacolas fomos para o posto de saúde. Que caos! O pessoal da vacina não parou um minuto, por causa da gripe A. Houve casos no bairro em geral e na escola em particular, a ordem da Secretaria da Saúde é vacinação de bloqueio, resultado: todo mundo está apavorado, se vacinando! É um fervo de gente no posto durante o dia inteiro.

Depois do posto, sacolas e eu viemos para casa. Dei uma geral em algumas atribuições de dona de casa e vim para o computador, para arrumar meu original da forma como a editora solicita. Sempre dá uma trabalheira. Hoje deu trabalho em dobro porque (provavelmente graças aos meus vírus da gripe - eles adoram fazer isso comigo!) CONSUMI os principais arquivos do meu livro e fiquei só com rascunhos antigos! Dá vontade de bater com a cabeça na parede. Mas recuperei tudo, claro. Só um detalhe: não foi tão simples quanto mandar pra lixeira. Daí é bem fácil fazer tudo voltar ao lugar. Eu fiz pior. Em vez de copiar o arquivo original, só mudei de lugar... e modifiquei tudo: espaçamento, tipo de letra, números de páginas! Então, foi o serviço de mudar tudo conforme a solicitação da editora, e depois "desmudar" de volta para a formatação original. Haja paciência! Agora só tenho que terminar as sinopses, resumos e etecéteras... e daí pode ir pra mais esta editora, junto, é claro, com o parecer dado pela Thais. Espero que o parecer faça aquele povo da editora olhar meu livro com mais carinho!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

09.07.2012

D12 - ontem, glorioso; hoje, total e completamente griposo! A temperatura de ontem estava excelente para correr - uns 6 ou 7 graus, acho. Sol, nada de vento, tudo ótimo! Numa amostra de bom senso, corri só com a camiseta oficial da corrida, uma de mangas curtas e tecido sintético. Acreditei que ia esquentar o suficiente durante os 8km... e esquentou! Quando terminei, estava encalorada e esbaforida, e levei mais de meia hora para registrar que, em volta de mim, estava bem frio ainda! O marido, que é muito mais calorento do que eu, estava de camisa e blusão de lã, enquanto eu estava de camisetinha... Coloquei meu blusão em seguida, é lógico, mas o estrago já estava feito. Estou de nariz entupido, tossindo, a voz meio sumindo... Pelo jeito, os vírus adoraram meu plus de exercícios e estão fazendo a maior festinha da vitória dentro do meu nariz! Tudo isto é pra dizer que primeiro dia de gripe é coisa séria, mas, mesmo assim, cumpri a agenda de trabalho do dia: posto de manhã, consultório de tarde.

Pretendia sair do consultório e estar logo em casa, mas meus planos foram frustrados pelos funcionários públicos federais, que estão em campanha por blablablablablá e aumento de salários. Por algum raciocínio estranho que não compreendo bem, ultimamente todo mundo que quer aumento de salário dá um jeito de perturbar a vida de quem não tem nada com isto. Estes dias, foram os funcionários do trem que liga Porto Alegre às cidades da Grande Porto Alegre. Pararam o trem e obrigaram todo mundo a se empilhar em ônibus. Hoje de manhã cedo, a polícia federal, solidária ao blablablá aumento, resolveu fazer uma operação padrão de vistoria em caminhões, bem nos acessos principais da cidade. De acordo com o rádio, o congestionamento chegou a mais de 5km. Não satisfeitos com o caos da manhã, resolveram fazer uma passeata e entupir a principal avenida do centro da cidade bem na hora da saída do trabalho das outras pessoas - aquelas, sabe, que não tem tempo de fazer passeatas. Resultado: o centro todo trancou. Eles atrasaram milhares de pessoas e irritaram o mesmo tanto. Se fizessem um plebiscito sobre a "manifestação legítima" deles, e se tivesse a opção "demita todo mundo", esta teria ganhado disparado! Não sei de onde este povo tirou a ideia que irritar os outros ajuda em negociações de aumento de salário.

Enfim, depois de fazer em uma hora e dez um percurso que costuma demorar só quarenta e cinco minutos, consegui finalmente chegar em casa! Aqui, agora, o serviço vai lento... Terminei de revisar os comentários sobre o livro e ajustei o original onde achei adequado. Amanhã vou revisar o que escrevi (pra evitar besteiras - sei o jeito que desconecto quando estou gripada!) e então enviar de volta para a Thaís. Passo seguinte, enviar para a editora que tem "linha direta" com o site dela... E vamos nós mais uma vez!!

domingo, 8 de julho de 2012

08.07.2012 - dia glorioso!!!

D11 - SOBREVIVI!!
A filha e eu chegamos cedo ao local da corrida - 10 milhas a serem feitas em dupla, quer dizer, 5 milhas - 8km e uns trocos - pra cada uma. A corrida só valia se as 10 milhas fossem feitas, tradução, só se nós duas corrêssemos direito. O tempo máximo de prova era 3h. Pelas contas da filha, mesmo se eu só andasse meus 8km, terminaria em 1h20min (contando fazer 1km em 10 minutos, o que, de acordo com a filha, é o tanto que se faz andando). Não preciso dizer que eu estava em alas com a possibilidade de faltar perna antes de terminar os quilômetros... Como era revezamento, fiz questão de ficar com as primeiras 5 milhas porque, o tempo ficasse apertado, as jovens pernas dela seriam mais capazes do que as minhas na hora de recuperar tempos. Então, seguinte. Saí com aquele bando de trapaceiros, que pelo jeito estavam treinando para a maratona e CORRERAM de verdade! Não tinha outros  caminhantes como eu. Eles se mandaram na frente e dali a pouco até as motos que controlam o fim do batalhão tinham passado de mim. Acho que fui considerada caso perdido. Mas sou um caso perdido teimoso e sabia que tinha uma hora e meia pra completar minha parte. Gentes, 8km é muuuuuuuuuuuito chão! Fui a última o tempo todo, mas não desisti. Lá na frente, a filha estava avisando que eu vinha sim, porque todos do revezamento já tinham passado (diversos quilômetros na minha frente, os apressadinhos!). A filha disse que perguntaram se ela não achava que eu tinha desistido... Bom, me aplaudiram quando cheguei, tipo assim troféu persistência. A filhota disparou como a gente dispara quando nem tem 30 anos ainda, e pelo menos ela não chegou em último! Ganhou diversas posições dos outros retardatários. Como o pessoal que fazia as 10 milhas sem revezamento dava duas voltas no mesmo percurso, terminaram as 10 milhas deles muito antes de eu conseguir completar minhas 5! Mas completei, e estou me sentindo tremendamente vitoriosa! Na semana passada, fiz 4km em 35 minutos. Hoje, foram 8km e pouco em 66 minutos! Nem acredito que mantive o pique apesar da distância ser muito maior! Até melhorei o tempo! Abaixo, minha muito orgulhosamente medalha!

Claro que arrumei cãimbras na sola dos pés (são um porre!! Os dedos se torcem e a gente não sabe nem pra que lado puxar) e dor nas panturrilhas. Amanhã vou estar andando feito o Robocop! Mas só valeu a pena!

Cheguei em casa, tomei banho e fomos almoçar fora. O marido foi sestear e eu me recusei a chegar perto de camas, pra não ter que encarar insônia de novo. E, como eu disse, não me acerto com o Macintosh da filha, então nem olhei e-mails ontem. Enquanto o marido dormia, verifiquei meus e-mails, e lá estava a avaliação final de leitura beta do meu livro. Uau. Uau!!! Que lustro no ego, superego, em todos os egos!!! Olha só o que ela escreveu - copiado e colado aqui textualmente!

Comentários
Foi impressionante e muito atraente a trama possuir diversos cenários e personagens. A princípio tive um receio de que, me perderia em volta de tantos nomes e cenas, mas foi surpreendente. As cenas me cativaram e o enredo apesar de complexo não tornou complexa a narrativa, a leitura prosseguiu coerentemente. Outros atrativos foi que, a leitura cresceu aos poucos, não foram lançadas informações em uma enxurrada, tudo cresceu aos poucos, enredos desenvolveram-se, personagens foram aparecendo e as informações de países, mundos, poderes e elos aos poucos iniciados na leitura, isso não trouxe confusão e só fez crescer a apreensão pelo que viria a seguir.
Foi admirável conhecer uma narrativa onde os personagens são a maioria protagonista e que me fez entender que, pareciam comuns e normais, simples tripulantes de um barco, o Cisne. Mas ao estender-me pelas páginas notei que, as criações chegavam ao pouco, não estávamos apenas na Terra, estávamos diante de um futuro distópico onde coisas improváveis aconteciam.


Conclusão
Em suma, é um livro que antecede uma série de sucesso, a autora escreve maravilhosamente bem, com engenhosidade, criatividade e maestria. Não poupo elogios, pois não tenho dúvidas da capacidade e criatividade dessa excelente obra. Foi um livro dificílimo de criticar, sabe quando você tenta ler com olhar duro e feroz? É impossível de encontrar desavenças de linguagem, erros de história e outros defeitos que encontramos em obras literárias. Fiquei surpresa em encontrar nas páginas deste livro (principalmente por ser obra pioneira da autora) um livro criativo, audacioso e perspicaz. Uma leitura que recomendo a publicação, pois desejo ardentemente que mais leitores, sintam o mesmo que senti durante a leitura.


Não preciso nem mencionar o tamanho da minha satisfação!!!

Quando o marido acordou, fez questão de aproveitar a tarde de Sol para uma visita ao nosso terreno ainda por desbravar, o de 9 hectares. Tudo que alguém que já correu/andou/se locomoveu 8km precisa! Mas fui junto, claro. Também estava com saudades dos nossos matos! E vieram fotos novas. A primeira aí abaixo parece um trilho de pedras redondas, não é? Pois tem um riacho correndo aí embaixo! A gente só ouve a água, e de vez em quando ela emerge pra ser vista! Este riacho sob pedras fica um pouco adiante da nossa propriedade no começo, mas, como as divisas são tortas, logo entra no nosso terreno e se junta com o riacho maior que faz a divisa do fundo.

A água aparecendo entre as pedras, mas se ouve muito mais correndo abaixo.




E um monte de mato, é claro! Mostrando o dia lindo que estava hoje!



Chegando em casa, tirei fotos do nosso portão, onde uma trepadeira chamada cipó-de-São-João está dando show, apesar de ter sido podada ano passado para a colocação do portão de madeira.





Dá gosto de chegar em casa! Claro que me atraquei direto com o livro e com os comentários feitos na leitura beta. Fiz algumas modificações no meu original, mas mínimas. Amanhã termino os comentários dos capítulos que ainda faltam e reenvio para ela.

Encerrando, uma foto que completa meu kit de gatos de computador. Sentadinha de olhos fechados, Jade. E abaixo, enfiada na prateleira acima da torre e, consequentemente, metida atrás da mesa de correr do teclado, a veterana Dorotéia! Que tal? Pra gatos, um bom lugar: escondido e quentinho!