quinta-feira, 17 de maio de 2012

17.05.2012

Do ponto de vista organizacional, dia tranquilo. Dei instruções ao jardineiro sobre um canteiro que precisava de algumas mudanças e transplantes; passei uma das plantas dos meus vasos da sacada para o jardim; cacei por horas meu gato operado dentro de casa até descobrir o safado num canto cercado do pátio, tomando Sol. Até agora não sei como o peste saiu, porque ainda está todo bambo das pernas.

Do ponto de vista de estudo de inglês, ufa, que sufoco! Chego a estar com os braços doloridos. Explico: sei que, como todas as pessoas de bom senso, preciso aprender inglês. Até agora, nunca tinha encontrado motivação suficiente para levar em frente, apesar de vários inícios em vários cursos com vários métodos diferentes. Dessa vez, como já disse, estou fazendo aulas particulares com uma amiga que é formada em Letras e trabalha como tradutora em uma multinacional. No início de nossas aulas, meus temas de casa eram feitos no último minuto da última hora possível, demonstrando que a falta de motivação estava mais uma vez presente. Então, resolvi começar a aprender inglês totalmente do avesso. Escrevi um livro, como acho que já disse por aqui (aliás, como costuma acontecer com novos autores, o livro já foi recusado pela editora). Acontece que este livro é a menina dos meus olhos, e decidi que, em inglês, talvez ele tenha mais chances. Resultado: meu "tema de casa" é traduzir o livro para o inglês, e a aula é a revisão disso tudo. Meu inglês técnico até que não era ruim, mas eu não tinha nada de conversação nem de expressões coloquiais. Então, agora, estou aprendendo tudo numa pegada só: vocabulário, gramática, pronúncia, expressões... enfim, estou começando de onde todo mundo termina, que é a tradução. Como tenho aula no sábado, precisava tocar algumas páginas de tradução para termos assunto na aula. Passei a tarde toda nisso, com a ajuda sempre hilária do Google tradutor. É cada coisa que sai que só rindo! Mas ele me ajuda bastante no vocabulário. Sabendo de que jeito perguntar, a palavra correta até sai. Outro auxiliar precioso é o Babylon. Mesmo assim, quando chego na aula, é correção pra todo lado... Mas estou motivada e gostando. Dessa vez, eu aprendo!

Ah, sim, e fiz a transferência de copos e garrafas para meu bar até agora desocupado. Estou devendo um monte de fotos da casa. Vou incluir mais essa.

Agora, viagem a Portugal - terceiro dia, quarta-feira, 9 de maio, parte I: a manhã foi ocupada por uma exploração nas retrosarias das redondezas do hotel, sendo que as retrosarias haviam sido previamente localizadas através da internet. Esperava encontrar nelas artigos de bordado que não encontro no Brasil, mas as que visitei eram apenas pontos de venda de linhas de costura e lãs. Apenas em uma encontrei uma tela para bordar.
De tarde, tínhamos mais um tour contratado, este passando pelas cidades de Sintra, Cabo de Rocas, Cascais e Estoril. A parte I desse dia fica por conta do Palácio de Queluz, a meio caminho entre Lisboa e Sintra. A foto de ontem já deve ter dado alguma ideia do que é o palácio de verão da realeza portuguesa...

Visão geral da entrada

O forro de um dos primeiros salões

Essas colunas são na sala de música, e não são de mármore. São de madeira pintada para parecer mármore, porque o mármore de verdade atrapalharia a acústica da sala - que é mesmo fantástica. A guia falava sem microfone algum, e se ouvia na sala inteira.

A seguir, aposentos da princesa.
Salas, quadros, porcelanas, pinturas em paredes se sucedem por todo o palácio, cada uma mais rica em detalhes do que a outra. Há uma enorme atenção a cada detalhe, a cada cantinho, a cada decoração. Não há condições de mostrar tudo aqui (principalmente porque minha internet não é a maior das maravilhas e demora montes a carregar cada foto), mas a foto seguinte é de uma sala bem diferente das outras. Em vez de pinturas direto nas paredes, tem azulejos pintados em toda a volta.


Um quarto todo cor de rosa; se bem me lembro, de uma das aias da rainha.

E fotos gerais do luxo e da beleza do palácio:






O palácio de Queluz tem forma de um pavilhão em "U" e, no centro do pavilhão, estão os jardins inspirados nos jardins franceses da época: geométricos, sem flores, com muitas estátuas e fontes. É lindo!










Ok, amanhã continuo o relato da viagem!








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