Este texto faz parte de Cisne, o primeiro livro da série. Foi escrito num daqueles momentos em que nem pensei, só escrevi. E adoro. Todo dia primeiro, faz parte de minhas leituras obrigatórias.
– Felip, os primeiros minutos de um ano
determinam como ele vai ser, até o fim!
– Mas de novo, mãe?! Até quando vai repetir
a mesma coisa em cada Ano Bom?!
– Até você, um dia, se convencer!
– Isso não é nada científico!
– Nem tudo que acontece é científico,
rapazinho.
– Mas claro que não. Os desígnios de Ano Bom
são determinados pelo Sol, pela Lua, pelas estrelas e constelações! E pelos
duendes, claro, quando eles têm uma folga.
– Não. Eles são determinados pelas pessoas,
por todas as pessoas deste mundo que discordam sobre tantas coisas, mas
concordam sobre esta: neste exato dia, entre os trezentos e sessenta e cinco
dias do ano, se começa a contar um novo ano. No mundo todo, a mesma data. E, na
mesma noite, todas as pessoas pensam no que querem para si e para os outros no
ano que está iniciando. É como uma onda de pensamentos, convicções e desejos
correndo por todo este mundo. E isso tem força. Muito mais força do que sua
Champ-Bleux pode explicar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário