Sábado, dia 11, D 107 - tarefas da casa de manhã; de tarde, hospital. Minha mãe finalmente saiu daquele hospital irritante. Foi para Soledade, para a casa das minhas irmãs. Por que ela não foi para a clínica? Porque, depois de módicos 60 dias no hospital, a equipe de neurologia não conseguiu fazer a mãe dormir de noite! Desde o começo, avisamos que o remédio não estava funcionando. Resposta deles: vai funcionar! Sabe médico que leu a bula, foi no congresso e resolveu que sabe como o remédio vai funcionar? E, se não funcionar, o paciente é que está errado? Pois desses! Desejo do fundo do meu coração que um dia sejam atendidos por médicos tão obtusos quanto eles. Em Soledade, a mãe será acompanhada por um psiquiatra, que vai tentar ajustar a medicação para algo que funcione. Depois, ela vai para a clínica. Ah, sim... Essa última semana dela no hospital foi aguardando uma avaliação do oftalmo. Depois de uma semana, ele se dignou a dizer que não tinha nada a fazer, ela podia ir pra casa e ser reavaliada em três meses! Que tal?!
Domingo, dia 12, D 108 - manhã em casa, arrumando plantas e prateleiras. Está na hora de guardar as roupas de inverno e colocar na ativa as de verão, que precisam ser todas lavadas. Detesto roupa com cheio de armário! O sobrinho arqueólogo veio almoçar conosco, e daqui foi para Soledade. Levou todas as roupas e pertences da mãe que já estavam aqui em casa há dois meses. Depois, de tarde, fomos para a casa da filha, conviver com o neto em seu primeiro Dia da Criança. De noite, em casa, me agarrei na revisão da diagramação até terminar e mandei para a revisora. Está pronto. Finalmente!
Segunda, dia 13, D 109 - manhã no posto, exausta por ter ido dormir tarde e também pela própria revisão, que parece ter sugado meu ânimo até o fim. Credo. Que ressaca! O cérebro se recusa a funcionar. Não conseguia nem fazer contas para calcular a idade dos meus pacientes. Ridículo! De tarde, consultório e chuva. Depois do consultório, mercado público comprar frutas secas para o picadinho de colocar no iogurte. No retorno para casa, comecei a ler no iPad o livro "Não Pare", muito bem cotado entre as amigas. Interessante. Diferente. Terminei de ler de noite, em casa.
Terça, dia 14, D 110 - manhã em casa, com o cérebro ainda em bug. A diagramadora já mandou o original corrigido, mas não deu pra fazer os últimos ajustes. Os neurônios se recusam. Só deu pra revisar Talismãs, e devagarinho! Estou em marcha lenta. Posto de saúde de tarde, dei graças quando acabou. Trouxe uma montanha de caixas de papelão bem fortes para casa. Vão servir para organizar uma papelada rebelde.
Observação: o desumidificador continua retirando quatro litros de água a cada 24h do quarto dos livros! Imagina se tudo isso ficasse lá!
Lindo, não?
Umas gotinhas de orvalho, em vez dos meus quatro litros...

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