domingo, 15 de julho de 2012

15.07.2012

D18, um dia nada como eu tinha planejado!

Dois dos amigos do filho resolveram dormir aqui em casa, o que provocou a ida até a casa do vizinho para pedir dois colchonetes emprestados. Definitivamente, vamos ter que providenciar lugares extra para eventuais visitantes dormirem. Acho que vamos optar por sacos de acampamento, são os mais fáceis de guardar. Ah, e além dos dois amigos do filho, a namorada do outro filho também dormiu aqui em casa, mas, para mais um, é fácil conseguir lugar. O problema eram só os colchões, temos cobertas de sobra - ainda bem, porque a noite estava muito fria. Enfim, de manhã, minha sala estava virada em dormitório. Admiro o jeito que esta turminha dorme. Não escutam nada, nem o relógio cuco da sala, que esqueceram de desligar!

A manhã estava linda e o marido resolveu que era um excelente momento para irmos até o terrenão de 9 ares, ver a quantas andava o serviço do parceiro contratado para cortar alguns eucaliptos para fazer os moirões da cerca. Acabou sendo um passeio bem interessante. O parceiro dos moirões realmente trabalhou, e já temos nossa pequena área de desmatamento particular. Nosso terreno foi área de reflorestamento há muito tempo, e os eucaliptos já foram cortados uma vez. Tudo que tem lá é rebrote. Não sou a favor do corte de árvores, mas precisamos tirar os eucaliptos para arrumar o lugar e reintroduzir as espécies nativas. Não foram muitas as árvores cortadas, mas, pelas nossas contas, já temos cerca de 40 moirões. Para cercar o terreno inteiro, vão ser necessários mais ou menos 450. Ainda tem muito serviço pela frente.


Aproveitando o tempo bom e seco, nos embrenhamos no meio dos nossos matos. Aqui, uma planta que gosto muito. Ela dá frutinhas redondinhas que no início são verdes, depois ficam amarelas e, finalmente, vermelhas.





Uma bromélia enorme agarrada numa arvorezinha absurdamente fina. Tem muitas bromélias deste tipo lá. Estou curiosa para ver as flores.




Uma orquideazinha terrestre que eu ainda não conhecia. Mais curiosidade a respeito de flores...




Grata surpresa: um matinho de orquídeas! Marquei bem o lugar para saber voltar, depois.



Outra orquideazinha de chão, mas esta eu já conheço. Dá uma haste com diversas flores pequenas e brancas.






E nossos vizinhos especiais estavam lá: os bugios! No final de tarde, a gente localiza onde estão pelo ronco - um barulho bem característico que os machos fazem. Hoje, ouvi um movimento diferente na copa dos eucaliptos, olhei pra cima... E lá estavam eles, bem quietinhos, sem roncos nem nada, pulando de uma árvore para outra!

As fotos abaixo estão com mais zoom. São as melhores que conseguimos tirar, porque, com o zoom, a máquina fica mais lenta, e os bugios são bem rápidos quando se movimentam pelas árvores. A primeira ficou meio fora de foco, mas é a única em que o bicho está olhando para a câmera!




A família que vimos hoje era de quatro animais, dois vermelhos e dois pretos. Os vermelhos são os adultos, os escuros são mais jovens. Mas não conseguimos pegar todos juntos na mesma foto, e os pretos são bem mais rápidos e ariscos. E, por causa dos bugios, alguns eucaliptos vão ficar. Se tirarmos todos, de repente os bichos se mudam para os eucaliptos dos terrenos dos vizinhos. Fazemos questão de manter esta turma perto de nós!


Bom, de tarde eu pretendia trabalhar no livro, mas o almoço saiu tarde e fomos convidados para um café da tarde de aniversário de uma das minhas cunhadas, o que nos fez voltar pra casa só passando das sete da noite. Agora, de noite, vou tentar trabalhar um pouco nele. Estou em mais um daqueles pontos miseravelmente empacados...


Ah, sim. Preciso descobrir que tipo de contrato as cidades da serra, tipo Gramado, fazem com as formigas cortadeiras. Lá em Gramado, eles têm canteiros e mais canteiros de flores, de amores-perfeitos, que as cortadeiras adoram! E não tem uma mísera folhinha roída. Aqui em casa, as pestes das cortadeiras já caíram com tudo em cima do meu canteiro de bocas de leão! A metade das plantas já está no chão. Colocamos o granulado (veneno de formigas), mas, agora, vai ser um tempão até começarem a florescer de novo!



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