terça-feira, 13 de dezembro de 2016

12.12.2016

Segunda-feira

12.12, que data bonitinha!

Posto de saúde de manhã, cheio de entraves burocráticos atrapalhando ainda mais o serviço. Quase perdi a paciência, mas a culpa não era de ninguém que estava lá. Era de Brasília, de onde parece que nunca vem nada de bom. A pior ideia do mundo foi construir essa capital no meio de lugar algum, enfeitada por jardins tão enormes que 10.000 pessoas parecem estar fazendo um piquenique, não uma manifestação. Queria ver os senhores políticos fazerem a metade do que fazem se estivessem metidos no meio do Rio ou São Paulo, onde 10.000 pessoas fecham ruas e exigem explicações de verdade. Brasília é uma verdadeira torre de marfim, protegida não pela altura e pela falta de portas, mas pela distância a que aquela coisa fica de todo o resto.

Consultório de tarde, teve pacientes faltando, já é o esquema de final de ano. Mal adianta marcar. Eles não vêm. Chegaram livros que encomendei, e isso foi muito bom! Deu tempo de almoçar e correr um monte pra cumprir uma extensa lista de compras, cada uma num lugar diferente. Desde velas a açúcar mascava, passando por ba-guás para a entrada da casa.

De noite, em casa, tentei me concentrar em alguma coisa, mas não tive sucesso. Não limpei nada, não arrumei nada... Escrevi um pouquinho. Ou melhor, lapidei um texto que escrevi nos intervalos das consultas do posto de saúde.


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