sexta-feira, 8 de agosto de 2014

08.08.2014

Sexta-feira, D 43

O pé está bem melhor, nem está doendo tanto, embora eu ainda manque bastante. Estava até feliz com meu dia, prevendo um monte de tempo para escrever e, quem sabe, até deixar o livro quase pronto entre hoje e amanhã.

Pela manhã, tudo bem! Escrevi e arrumei os livros que precisam ir para a Bienal de São Paulo. Fiz contato com a transportadora e pedi para virem buscar esta tarde, aproveitando que eu mesma estava em casa. Aí peguei o bloco de notas fiscais para fazer a nota, que precisa para transportar. E olhe a surpresa: talão de notas fiscais de serviço! Ou seja, não servem. Contato com a contadora: precisa ser a nota fiscal eletrônica. A TARDE TODA foi em volta dessa maldita nota, que acabou não saindo! Duas horas no telefone com o pessoal da contadora, eles dando as instruções de baixar isso, aquilo e mais aquele outro no computador para fazer a nota, e o computador pirando, é claro. Depois o stress de achar aonde estava metido o maldito cartão com chip da validação eletrônica, que eu jurava que não estava comigo. Briguei com o marido porque ele é que tinha guardado e, no fim, estava metido num dos meus cantos. E, no final, a maldita nota não concordou em ser "assinada". O programa simplesmente fechava.

Certo, enrosco da tarde "resolvido": livros não foram, preciso ir com o note na contadora pra eles instalarem os mil programas e me ensinarem os mil códigos. Aproveitei e peguei com as amigas uns códigos interessantes. E o marido com aquela cara de injustiçado plus.

Tentei voltar para a escrita. E eis uma mensagem no Face, das irmãs de Soledade que cuidam da minha mãe: estamos indo almoçar aí amanhã. Como assim, cara pálida?! Que é que está acontecendo?! Problema de lá: não dá mais para ficar com a minha mãe em casa. Ela precisa ir para uma clínica, porque é dependente total e não dorme, agita a noite toda. Agita barulhentamente, aliás. Os remédios não funcionam e ela não diz mais coisa com coisa. Está, inclusive, falando em alemão agora. Solução delas: uma clínica aqui em Porto Alegre, que todo mundo vai ter que "dar um jeito" de pagar. Beleza. Mais contas, mais confusão. Ideia delas: trazer minha mãe, que não caminha nem raciocina, pra almoçar aqui em casa e depois levar pra clínica. Eu tenho só oito cachorros no pátio, imagina que lindo se um só deles pula na vó, uma velha conhecida! Desmonta ela toda.

Resumo da ópera: manhã, ok. Tarde, ratifiquei minha certeza que o computador me odeia. Noite: tristeza pelo estado da minha mãe e vontade de esgoelar minhas irmãs, que resolvem tudo pela cabeça delas e o mundo que arrede do caminho.

Amanhã de manhã: ver uma casa para idosos de uma conhecida do marido que sai mais em conta; voltar pra casa e esperar irmãs e mãe; voltar para a clínica; sei lá aonde esse povo vai almoçar; saindo essa leva, chega a filha, genro e neto; amanhã, churrasco de aniversário do filho do meio e do Dia dos Pais.

Adeus, final de semana!

Vou abraçar uma dúzia.








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