12 de abril, sábado: manhã em casa, trabalhando; depois das 14h, no Memorial do Rio Grande do Sul, III Odisseia de Literatura Fantástica. Às 15h, houve o bate-papo com autores do Mochila Literária. Fiz parte da primeira rodada.
O Memorial é o antigo prédio dos Correios, ou seja, um dos prédios históricos da cidade, tombado e reformado, agora usado para exposições e eventos. No piso principal havia uma exposição de arte, e nós ficamos com o "subsolo" que, na verdade, é o térreo. Muitas áreas antes abertas foram cobertas por vidros, a fim de aproveitar o espaço, e a sensação era de estar em um aquário bem quentinho... Quentinho até demais, na verdade. Os colegas de outros Estados diziam que tinham vindo ao Rio Grande do Sul para conhecer frio e estavam passando calor. A gauchada avisou que havia previsão de frio para o dia seguinte e eles meio que não acreditaram que temos variações de 20 graus de um dia para outro. Bom, no domingo, acreditaram!
O evento estava excelente, muito movimento, algumas vendas, muitos contatos, muitos amigos para rever e outros faceamigos para conhecer pessoalmente. A surpresa do dia ficou por conta do Bando Celta, um grupo de música celta (obviamente) que é gaúcho! A turma toca que não é fácil, gaita de foles vista de perto é um barato e quase saiu baile.
Bando Celta e sua plateia. Lá no fundo, o povo estava dançando.
13 de abril, domingo: manhã em casa, de tarde na Odisseia, rindo de um monte de não-gaúchos que agora tinham conhecido nossa temperatura e nosso clima louco, com verão num dia e inverno no outro. Havia uma feira de gastronomia na praça ao lado do Memorial e tivemos bastante movimento, mas pouquíssimas vendas. Dia de encerramento de evento é dia dos escritores trocarem livros, dedicatórias e fofocas. Eu, particularmente, fiz contato com duas distribuidoras de livros gaúchas. Aparentemente, a distribuição local não vai ser tão difícil quanto eu pensava.
Foto: nossa mesa.
Meus livros são os grandões, bem no canto, um azul e outro verde.
14 de abril, segunda-feira: posto de saúde de manhã, consultório de tarde com os pacientes barbarizando. Parece que todos os bagunceiros combinam para vir no mesmo dia e, de preferência, quando a pediatra estiver bem cansada. E eu estava bem cansada, porque peguei o livro da capa branca que aparece na foto acima (Intueri, de Paula Vendramani), segundo livro da série, para dar "só uma espiadinha". Só larguei o livro quando terminei, às quatro da madrugada de domingo para segunda. Pretendia tirar um cochilo depois do almoço, mas tive a péssima ideia de levar junto, para o dia, o livro ao lado, Almakia, de Lhaisa Andria. Também é um segundo volume de série e me tomou todos os minutos disponíveis do dia. Terminei. Excelentes, os dois. E eu, virada num zumbi de cansaço, meti a cara numa porta e abri um belo corte no lábio. De noite, pra completar, tinha dentista. Dia cheio...
15 de abril, terça-feira, hoje: manhã, respondendo milhares de coisas no Face. De tarde, posto de saúde. De noite, acompanhei o marido em uma apresentação de novas tintas especiais (ele é engenheiro). Ou seja, de novo sem tempo pra nada... Mas não ia deixar mais um dia se acumular aqui.
Gravura: só porque é linda


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