Ufa. Em casa, finalmente!! O problema em se morar em um país desse tamanho é quando a gente resolve atravessar o bicho de ponta a ponta como fizemos - ontem? Hoje? Essa madrugada? Sei lá. Madrugada tecnicamente já é hoje, mas a gente sente como se fosse ontem...
Bom, relato geral do dia de ontem: de manhã, por insistência minha, descansamos; afinal, o dia de hoje certamente seria puxado, e amanhã o marido e eu caímos de cabeça no serviço. Claro que nesse descanso estava incluído terminar de arrumar a mala e as diversas sacolas auxiliares. Compramos muita coisa quebrável, que não era possível despachar. Resultado, a mala oficial ficou abarrotada de coisas que geralmente vão na mala número dois (exemplo, sapatos) e foi a única a ser despachada. O resto veio como bagagem de mão. Eram minha bolsa, muito mais cheia e pesada do que costuma ser; a máquina fotográfica do marido, que é grande e trambolhenta; na saca de viagem onde costumam vir os sapatos e roupas sujas vieram duas belíssimas panelas de barro, que iam virar mingau no bagageiro do avião; outra sacola de pano com cinco garrafas de bebida (vinho de caju, batida de maracujá e manteiga de garrafa); outra sacolona com lembrancinhas frágeis e o meu bordado; a frasqueira onde vêm coisas viráveis e quebráveis como perfume, xampu, coisas de higiene; e, pra encerrar, meu notebook. Sentiu a mudança?! E cada coisa era mais pesada que a outra. Sorte nossa que a companhia aérea não estava muito ligada em peso total da bagagem de mão; eles só conferiram o peso da saca com as panelas de barro, que era bem maior do que as demais.
Nossa. Me perdi na descrição do caos que estava essa bagagem de mão e nem mencionei o dia! Certo, retomando o fio da meada. Arrumei toda a mudança supramencionada, almoçamos no hotel e, já com as contas acertadas, saímos do hotel pelas cinco da tarde. Fomos então ao centro cultural de Fortaleza, chamado Dragão do Mar. Gente, é uma estrutura enorme! Tem museus temáticos e de arte moderna, planetário, exposições, shows abertos ao público, é tanta coisa que fica difícil enumerar! As alas são ligadas por passarelas suspensas que atravessam as ruas e, lá em baixo, o casario antigo foi preservado e transformado em restaurantes e bares. Ficamos impressionados.
Saímos do centro cultural às oito da noite, rumo ao restaurante escolhido para a janta: o excelente João do Bacalhau, onde já tínhamos comido uma vez. O prato da noite foi, obviamente, bacalhau - estupendo!
Todo esse tempo, nossas malas ficaram no táxi. Nosso motorista nos pegou no restaurante e levou até o aeroporto, onde nos despedimos dele com a certeza de um dia voltar. Se essa viagem valeu o que valeu, foi graças às boas dicas e instruções dele!
Certo então. Aeroporto pelas onze da noite, check-in, nosso voo saiu no horário, meia-noite e meia, e foram quatro horas até São Paulo, escala obrigatória em todos os voos que saem de Fortaleza. Os assentos do avião eram espremidos, a gente mal conseguia mover as pernas, e ainda tinha uma criança pequena que chorava de tempos em tempos. Dormir, nem pensar. Nós e nossa generosa bagagem de mão chegamos a Guarulhos (São Paulo) às quatro e pouco da madrugada, para esperar até o próximo voo... às oito da manhã! Foi uma longa espera com sala de espera sempre movimentada e cheia, muito barulho, muitos embarques, muita falação no alto-falante. Ou seja, mal deu pra arriscar um cochilo. Chegamos a Porto Alegre pouco antes das dez, e em casa depois das onze. Como eu disse lá em cima, UFA!
Em casa, foi desfazer malas, entregar os presentes dos filhos, fazer almoço, tirar uma soneca curta depois do almoço, aí veio a filha e o marido, enfim, o dia só sossegou agora, depois da janta. As malas foram completamente desfeitas, a maioria da roupa suja já foi lavada, as coisas estão mais ou menos em ordem e eu estou exausta, mas já organizei o que preciso levar amanhã. Se não arrumar antes, esqueço da metade!
E aí vão umas fotos do último dia. Primeiro, a entrada principal do Dragão do Mar; a seguinte é das passarelas. A iluminação intensa de lá perturba bastante a máquina fotográfica, e muitas fotos saíram fora de foco.
Aqui, o casario transformado em praça de alimentação. Não conseguimos foco melhor!
Exposição sobre o sertanejo nordestino; estava muito variada e completa, e achei muito interessante essa verdadeira "armadura" de couro.
E essa é uma graça, embora estivesse fechada em parte, por causa de pinturas e reformas diversas. É uma exposição de brinquedos!
No planetário, a quantidade de crianças chamava atenção. De modo que nossa última impressão de Fortaleza foi exatamente essa: uma cidade que investe em suas crianças e seu futuro. Olhe que é uma coisa que anima a gente DE VERDADE!
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