Dia 20, quarta-feira
De manhã, posto. De tarde, conhecer a desenhista que deve se encarregar das capas dos meus próximos livros. E, beleza, ela é daqui de Porto Alegre. Mas, como o mundo consegue ser ainda menor, descobri que a menina foi colega do meu filho do meio no segundo grau. Ela é ótima, creio que vamos nos acertar muito bem.
Arrumação, editora, meus livros: tudo suspenso ao chegar e descobrir que minhas duas vira-latas entraram dentro de casa. Não sei se esqueci a porta da garagem entreaberta ou se elas forçaram; o fato é que abriram. E se esbaldaram. Comeram minhas vitaminas, meu creme para pés, a comida dos gatos e os pratos dos gatos também. Viraram o lixo, subiram em todas as camas, reviraram o que conseguiram. Encontrei bicho de pelúcia no gramado da frente. E xixis e cocôs variados.
Desisti e chutei o balde. Nem o ritual do dia eu fiz. Consegui colocar boa parte das coisas em ordem.
Dia 21, quinta-feira
Consultório de manhã, oculista e mil coisas no centro de tarde. Voltei carregada de sacolas e ainda dei uma passadinha no super para pegar coisas para os rituais que faltam: pães e rosas vermelhas. Respondi a uma pilha de e-mails e fiz os dois rituais que faltavam para completar o círculo. Essa parte está pronta. E lavei e escovei 5 vasos de barro, aprontando para passar impermeabilizante.
Dia 22, sexta-feira
A insônia atacou legal. Dormi quatro horas durante a noite. Passei o dia meio que no modo automático. Li, me ocupei com o computador. Nada relevante a relatar.
Só porque é legal mesmo.

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