terça-feira, 11 de dezembro de 2018

11.12.22018

Terça-feira

Faz tempo que não posto aqui. Dois dias para completar dois meses inteiros.
Foram dois meses de intenso tumulto emocional. Separação é sempre difícil, ainda mais depois de 42 anos de relacionamento. Piora quando há vai e volta, esperanças, mudanças de ideia, novas traições e - PÁ! - uma cafajestada que seria inacreditável não fosse o testemunho do filho: a velha história do patrão e da empregada. Cheguei à conclusão que, em algum momento aí pelo meio, trocaram o cara com quem me casei por um galinha sem noção. Aí não era mais apenas separar; era desconstruir a imagem de uma pessoa que pensei que conhecia.

Enfim, complicado, mas é para a frente que se anda. Faz mais de mês que não vejo a cara do cidadão, e está bom assim.

No geral, estou como defini para uma amiga: trabalhando no modo de segurança do Windows, só com o essencial mantido em dia. O interno continua precisando de tempo e espaço para se reorganizar.

As arrumações oscilaram, mas não pararam, e foram concentradas em fazer desaparecer qualquer rastro do cidadão daqui de dentro. Muito já saiu, muito mesmo. Mas sempre tem mais. Parece abiogênese de tralhas. A casa está clareando.

As fotos abaixo são da churrasqueira, uma área eternamente cheia de lenha a ser usada, ciscos, folhas, impossibilidade de varrer, mesas no meio do caminho, mesas enjambradas de tábuas velhas. Houve um faxinão. Alguma lenha ficou sob a churrasqueira. Outro tanto tinha virado condomínio de cupins e foi queimada. O restante foi para a casa da lenha, uma construção lá fora que deveria ser usada justamente para isso. Mesas improvisadas foram desmanchadas, o resto foi arredado do meio do caminho, e tudo abriu e ficou com cara de limpo. O marido da faxineira veio um turno aqui e fez toda essa diferença. O rapaz já está contratado para, uma vez por quinzena, vir fazer alguma coisa.  
***tem mais texto lá embaixo***





Adendo de final de dia (22:50h) - saíram aqui de casa pedaços de uma estante pesadíssima, desmontada, que só estava fazendo volume contra minha porta dos fundos há cerca de um ano (coisa do cidadão). Hoje, adeus para elas! O armário de copos da sala também se foi, com suas portas mal ajustadas. Subiu o chipandelle que estava abandonado na garagem. Foi limpo, todos os copos foram lavados antes de ser guardados, ainda tem um monte de coisas para guardar. No balcão sob a TV, uma prateleira foi faxinada e saiu um monte de fitas cassete e de vídeo do cidadão, que foram devidamente metidas numa caixa. Amanhã a caixa se manda para a casa do mel, como todas as outras.

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