segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

19.01.2015

Segunda, D 206

Escrevendo no dia certo, hoje.

Posto de saúde pela manhã, e ainda estou avaliando que vida zen é esta em que não perdi a paciência com a chefe. Começa que já irrita a cara de "eu sou enfermeira, mas mando em você, médica". Não sei se ela sabe, mas ela tem bem essa cara, em certos momentos! É muito irritante. O problema: uma tranqueira de capacitação que vai ser feita para os cerca de trinta funcionários do posto ao mesmo tempo, ensinando como usar um software que a prefeitura implantou para tudo, até para as consultas. Já viu alguém aprender a mexer em software junto com mais trinta? Eu não. Isso se aprende um por um. Acaba sendo mais rápido do que tentar ensinar a todos juntos. Enfim, é desse jeito que vai ser, porque a prefeitura resolveu assim. E esse interessante evento vai ser dia 30 de tarde, uma sexta-feira. Eu não trabalho nas sextas, mas fui intimada a ir. Disse que, então, queria liberação de um outro horário, porque este seria um turno extra. O que ouvi? "Você está devendo horas e vai vir, sem nada de trocas de turno"! Legal. O negócio é que estou devendo horas, e não trabalho. Tenho que cumprir x horas por dia, e atender x pacientes. Sempre atendo todos os pacientes, mas nem sempre cumpro as horas. Ou seja, devo HORAS, não TRABALHO. Ok, se é assim, vou passar a ir para o posto em horários que não são meus, bater o ponto e simplesmente ficar sentada lá, sem mexer uma palha, até cumprir todas as tais horas que estou devendo. Daí acaba a festa da chefinha em sua pose de chefona...

No final do dia, reservei uma hora para as plantas, no jardim. Diversas coisas foram organizadas, e umas pragas de formiguinhas me morderam na perna. Está ardendo que é um raio!

O livro andou mais dois capítulos. Está cada vez mais perto do final.

Ah, sim. Li mais um livro no tempo antes, entre e depois das consultas, no posto. Tem sido quase um por dia. Depois a chefe não sabe por que perco a paciência e saio antes do horário! Se não tenho ocupação, o tempo simplesmente não passa. O livro do dia foi Eve e Adam, de Michael Grant e Katherine Applegate. Bom, mas não é livro de reler.

Só porque é bonito.

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