Quinta, D 133
Sabe o dia legal que poderia ter sido ontem? Pois é. A principal "legalzice" do dia foi a primeira prova de Cisne, mandada pela gráfica para a diagramadora. Como ela mora em SP e a gráfica é lá, é óbvio que o exemplar-amostra dela chegou bem antes do meu (se eu tiver MUITA sorte, o meu chega hoje. Rio Grande do Sul é longe pra caramba, nessas horas).
A Aline, tão entusiasmada quanto eu, me mandou uma foto via zapzap do nosso "caríssimo" e eu, toda contente, mandei para o marido. Silêncio. Nem comentou. Um minuto depois, no zapzap familiar, o filho colocou a foto de uma rosquinha e ele se fartou de comentar a rosquinha. Reclamei. Ele não deu resposta de novo. E chegou em cada todo enviezado, meteu a cara na cerveja e não quis conversar. Tá, problemas no serviço, certo.
Mas hoje, durante o dia, a raiva foi crescendo exponencialmente. Então é um ano e meio de esforço, erros, acertos, madrugadas a dentro arrumando detalhes, mil e-mails indo e vindo até tudo ficar certinho... E daí "estou ocupado, vou comentar a rosquinha"?!
E daí deu o estouro previsível quando nos encontramos, de noite. O coitadinho continua sendo inocente. Eu é que sou uma louca. Afinal, ele está bancando os livros! É, sr. investidor, inocente e ingênua fui eu, em pensar em entusiasmo de sua parte!
Vou guardar meu entusiasmo pra quem partilha dele.
E essa foi a foto que me deixou tão feliz.
E continua me deixando feliz, só pra contar.
Só que um bocado mais sozinha, também.

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