quarta-feira, 20 de junho de 2012

20.06.2012



O horário marcado para o compromisso do marido em Gramado era 10:30h. Saímos às 7:45h, para uma viagem calma e sem atropelos. Como estávamos saindo de Porto Alegre, o congestionamento matinal estava no outro sentido da estrada - uma parte muito grande dos trabalhadores de Porto Alegre vêm das cidades mais próximas e entopem a rodovia todas as manhãs. De noite, a tranqueira é no sentido inverso.

Enfim, fomos tomando chimarrão e conversando. Estava frio em Porto Alegre e esfriou ainda mais conforme subimos a serra. Tudo estava tomado por uma neblina úmida e gelada (que nós chamamos de cerração)  que não deixava o Sol passar. Em muitos trechos da estrada, era preciso reduzir a velocidade porque a visibilidade era de poucos metros. Apesar da cerração, chegamos a Gramado no horário e fiquei na Rua Coberta, um dos pontos mais centrais da cidade, enquanto o marido ia tratar dos seus assuntos. Não levei máquina fotográfica; então, a foto abaixo veio da internet, de um dos sites da cidade. 

Ok. Então, a Rua Coberta é bem o que o nome diz: uma rua coberta por uma estrutura de metal e poliuretano bem no centro da cidade. Nos anos anteriores, tinha esta enorme trepadeira de flores cor-de-rosa, que é chamada de sete-léguas por sua velocidade ao crescer. No começo deste ano, a sete-léguas foi podada e está a recém começando a rebrotar. A parte que seria para a passagem de carros é um calçadão para pedestres e o comércio, em sua maioria, são restaurantes e bares muito estilosos. Os lugares para sentar avançam no que seriam as calçadas, dá pra ver bem na foto. Como hoje estava muuuuito frio, havia bares com aquecedores de ambiente (dos grandões, de usar ao ar livre), e todos tinham pelegos de ovelha sobre as cadeiras! Muitos ainda tinham mantinhas para os clientes colocarem sobre as pernas. Apesar de isto ser muito típico e bonitinho, preferi ir para o lado de dentro de uma lanchonete, onde acabei tomando o chocolate quente mais delicioso que já provei! O chantilly era de chocolate (adorei, e nem gosto de chantilly!) com pedacinhos de amêndoas! Fiquei por lá quase duas horas, com meu notebook e o segundo volume do meu livro, arrumando, ajeitando e corrigindo.

O marido voltou, e fomos almoçar num restaurante já conhecido e aprovado, o Di Paolo. É comida italiana extremamente caprichada e deliciosa, num cardápio fixo, servido na mesa à vontade. Começa com sopa de capeletti, depois vem frango assado, salada siciliana (uma salada alface americana e crespa, rúcula, tomates secos, lascas de queijo e cogumelos), salada de radite com bacon e salada de batata, polenta, queijo à milanesa (delícia!!!), massa com molho à escolha e, de sobremesa, pudim de leite ou sagu com creme. Resumo da coisa, a gente sempre come mais do que devia quando vai lá! Depois, claro que fomos caminhar um pouco, pra baixar a comida... Estava muito pitoresco, porque só "chovia" debaixo das árvores! Explico: a umidade era tanta que condensava nas folhas e pingava feito chuva em quem passava! Sorte que não tinha vento, ou não iam ser pingos, ia ser um verdadeiro balde d'água na gente! Fizemos nossas visitas tradicionais: começamos com a casa dos relógios cuco, que é a Kukos. A loja tem muito mais além dos relógios, tudo maravilhoso! Encontrei o endereço na internet: http://www.kukos.com.br/Os artigos deles são todos importados (e caros), mas muito bem escolhidos e selecionados, vale a pena olhar! Imagina o que é estar numa loja com tudo isto em volta! Depois dos cucos fomos na Bicholândia, uma loja de decoração onde todo ano compro alguma novidade na época de Natal. Desta vez, comprei algumas rosinhas para um arranjo na casa da minha mãe. Passeamos mais um tanto, compramos pão colonial e nos mandamos de volta. No caminho de volta, passamos na floricultura Úrsula, em Nova Petrópolis, que é maior do Estado. Dali vieram duas caixas de mudas de bocas de leão para o jardim e, desta vez, foi sem passeios pela floricultura, ou levo horas pra sair lá de dentro!

E a viagem de volta, que tinha tudo pra ser tranquila, virou um atentado à paciência... A estrada, que devia estar vazia, estava congestionada. Quando chegamos em Porto Alegre, toma-lhe mais congestionamento e motoristas bocós. Foram duas horas de Gramado até Porto Alegre, e uma hora e meia da entrada de Porto Alegre até nossa casa!

Ah, sim, e uma novidade referente a ontem: veio o lote de móveis usados que o marido comprou a preço de banana. Na minha garagem, tem 2 enormes balcões, 1 balcão de banheiro com tampo de mármore, 3 mesas de centro, 3 abajures de pé (2 nossos, 1 vai para um amigo). No quarto das tralhas de engenharia do marido, 2 poltronas enormes (para o amigo também). No ex-quarto da filha, 13 poltronas de palha trançada e 1 belíssimo espelho. Agora é achar o lugar certo pra tudo isso!

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