sábado, 28 de janeiro de 2012

28.01.2012

Ok, estou no Rio de Janeiro! Como sou uma infalível pé de chuva e como JAMAIS tive férias na vida sem a companhia de pelo menos um aguaceiro, está chovendo na Cidade Maravilhosa, ou ao menos chuviscando - ainda não vi a cara do Sol carioca! Mas, como já estou mais do que acostumada com a intercorrência, minha amiga Martha e eu saímos pra passear do mesmo jeito. 

É minha segunda visita ao Rio, com a mesma amiga Martha que mora aqui. A primeira foi há mais de dez anos, fiquei poucos dias e muito na corrida, porque tinha vindo para fazer uma prova de titulação. Desta vez é turismo mesmo, e a cidade parece estar se apresentando pela primeira vez!

Começando, é uma cidade interessante, onde o velho e o novo se misturam a cada esquina. O Rio de Janeiro foi a capital do Brasil por séculos, e em cada esquina se encontra sinal disso. As igrejas são numerosas, todas elas bicentenárias pelo menos, a maioria ladeada por prédios novíssimos. O movimento de ônibus e carros é o mesmo de toda grande cidade, mas, quando a gente presta atenção onde está pisando, descobre que a calçada é feita de enormes blocos de granito do tempo do Império, que chegam a estar lisos de tão gastos. Tem um palácio, palacete ou mansão a cada meia dúzia de passos, cada um deles primorosamente trabalhado - cada um é uma escultura única. Tem um interessantíssimo chafariz que, durante obras de escavação, revelou toda uma base que indica que ele ficava à beira do mar - e o mar agora está muito longe, devido a aterros sucessivos. Gente, a cidade é mais que histórica. Ela é História, de verdade! E estou em ótima companhia, pois Martha é uma farmacêutica que, de repente, devia ter sido historiadora! Sabe a idade disso, o ano de fundação daquilo, o nome dos monumentos, igrejas, pontos históricos, tudo! Estou com uma cicerone e tanto. Sabe aqueles prédios com a arquitetura dos anos 30, 40, bem simétricos, feitos de linhas retas? Nunca tinha visto tão grandes quanto os daqui do Rio! De acordo com Martha, eram prédios dos Ministérios, quando o Rio ainda era a capital do Brasil. Gente, não precisava nem dizer. Eles tem toda a pose de "fui construído para ser MUITO importante".

Claro que a chuva atrapalhou nosso primeiro dia, mas ainda assim deu pra passear bastante! Nosso planejamento geral está bastante à vontade porque, na primeira vez em que estive aqui, visitei os pontos turísticos mais, digamos, obrigatórios, como o Cristo Redentor, que não está na lista de visitas desta vez. Se o Sol se dignar a aparecer, no planejamento estão outra visita ao Jardim Botânico (esse sim, quero ver de novo!), um passeio de barco na Baía de Guanabara, e mais alguns parques que cercam palacetes históricos. Vamos ver o que rola!

Esta tarde, devido à chuva, provavelmente vamos ao cinema, ver A Música Segundo Tom, um documentário musical da vida de Tom Jobim. As críticas foram ótimas e, de qualquer jeito, se é sobre Tom Jobim, não tem como ser ruim mesmo!

Ontem, fomos a uma exposição indiana, depois uma exposição de moedas e notas do Banco do Brasil, e depois passamos por diversas salas que recriam o antigo ambiente do banco. Maravilha! Tem um lustre enorme de cristal e prata que é um espanto. Depois, fomos ao Paço Imperial, que agora é um museu de arte - quadros, predominantemente. Tem nomes bem conhecidos com obras bem típicas, e tem, claro, uma grande ala reservada à arte mais moderna... o que é sempre um desafio pra mim, porque sou bastante refratária a arte moderna e abstrata. Em minha muito parcial opinião, tem quadros ali que são fugitivos do jardim de infância, e minha maior diversão nesses locais consiste em achar títulos para obras identificadas como "Sem Título". Essas sempre me dão a impressão que nem o autor descobriu o que era o borrão que ele mesmo fez...

Pra encerrar: tinha lá uma "obra de arte" bem protegida por um vidro, toda cheia de importância: uma folha de papel A4 já meio amarelada que tinha, bem no meio, um fósforo queimado grudado por uma fita adesiva igualmente velha. Não entendi. Continuo não entendendo. Acho, na verdade, que nunca vou entender este conceito de arte...

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