Ok. Hoje é domingo e eu estava cheia de planos, reorganizações e coisas mil pra fazer - mas, afinal, hoje é domingo, dia de sossegar, não de se estafar! Não arrumei armários nem prateleiras de livros, não mexi no jardim porque estava um calorão de assar... Sabe folga? Pois é. Ficou mais folga ainda porque o marido saiu pra trabalhar (no domingo, sim!), e os filhos estavam fora, um na casa da namorada e o outro fervendo com os amigos. Fiquei so-zi-nha a tarde toda e foi ótimo! Só uma observação, de manhã trabalhei também, tenho uma daquelas profissõezinhas danadas que desconhecem final de semana, chama Medicina.
Bom, de tarde liguei o ar condicionado pra ignorar o forno lá de fora, avaliei meus mil trabalhos pela metade e decidi: vai ser tarde de continuar o que eu não devia nem ter começado, que responde pelo nome de "linda bota de Natal de feltro que vai ser rapidinha de fazer". Rapidinha?! Esquece! Vai ficar lindona, mas, se eu acabar pra ESTE Natal, vai ser milagre!
O caso foi assim: vi num site umas botas de Natal simplesmente lindas, me apaixonei e comprei três, uma mais simpática do que a outra, certa de que, com todo meu treino em bordado, seria fácil e rápido. Fácil, ok, não estou encontrando maiores problemas. Mas rápido? É um tal de borda, pesponta, ponto atrás, ponto haste, ponto isto, ponto aquilo que eu nem lembrava que ainda sabia! Pra não mencionar lantejoulas e miçangas... Esta tarde, passei duas horas ocupada com a bota. Até que andou, mas, pra quem vê, não deve ter cara de duas horas de jeito nenhum!
Daí, chegou todo o povo que estava desgarrado, e fim de tempo pra bordados. Mas tirei um tempinho pra avaliar um outro caso que se arrasta faz mais de década: bordado, é claro.
Explicando, minha mesa de "jantar" era um monstro, porque era uma mesa tipo churrasqueira, muito grande e bonita, pra umas dez, doze pessoas. Não se acha toalha pra mesas destas. Então, comprei um tecido com lugares para bordar e mandei fazer um belo trabalho de crochê a toda volta, com a intenção de usar no Ano Novo. Não deu tempo de bordar e ela estreou só com o crochê, que é muito lindo, em cor cru com dourado. Daí, comecei a bordar a toalha. Daí, não gostei do bordado. Daí, ela continuou sendo usada meio bordada com os bordados que eu não gostava. Isto se arrastou por uns dez anos, pelo menos. Dez anos dito assim, em texto, parece muito. Mas, sei lá, nem sei onde se meteram dez anos de toalha pela metade! Isto coloca o início da toalha no milênio passado, e isto não é dizer pouco de uma toalha! Neste ano, achei um bordado que ficava mais bonito, e desmanchei o que já estava feito. Resolvi fazer dois tipos de bordados alternados, e comecei por um deles, e nem isto consegui terminar ainda! Não contei quantos bordados têm na toalha toda, mas ainda faltam 7 para completar o "tipo 1", que é o que quero pronto para o Ano Novo. Ano que vem, me esperam todos os "tipo 2"...
Como estou escrevendo aqui baseada em honestidade comigo mesma, espero que simplesmente relacionar a toalha nos itens pendentes me ajude a terminar os 7 bordados que faltam! Ia ser ótimo ter a toalha com os novos bordados enfeitando o Ano Novo... Mesmo que a mesa vá ser outra! Me saturei do megamonstro na sala, transferi para a garagem que é lugar de mesa de churrasco, e encomendei uma mesa nova para a sala. Deve chegar até 15 de dezembro! A mesa nova vai ter 160cm de comprimento, mas se espicha para 2m, e a toalha vai ficar excelente nela!
Obs.: provavelmente devido a excesso de trabalho e movimento no jardim, a sabiá abandonou o ninho. Que pena! Mas, mantendo minha palavra empenhada com a árvore, a goiabeira fica. Espero que ela atraia muitos sabiás para o ano que vem!
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